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“Vai virar a Venezuela!”... Quem dera, Brasil terá o pior crescimento do PIB nas Américas, segundo órgão da ONU

Dado do CEPAL, vinculado às Nações Unidas, mostram o mergulho no abismo do país que um dia foi a economia mais promissora do continente. Honduras, Nicarágua e Trinidad e Tobago também crescerão mais

Por Tribuna em 10/05/2022
“Vai virar a Venezuela!”... Quem dera, Brasil terá o pior crescimento do PIB nas Américas, segundo órgão da ONU

Redação com Revista Fórum -  O atual governo e seus seguidores adoram dizer que o Brasil vai “virar uma Venezuela” caso a esquerda volte a comandar o país e também mandam o tradicional “vai pra Cuba” quando discutem com seus opositores, mas quem dera isso fosse possível hoje.

Dados divulgados pelo CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), um órgão vinculado à ONU, aliados às informações sobre os EUA e o Canadá, mostram que o país é o último de todo o continente nas projeções para crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2022, ficando atrás inclusive do Haiti, uma nação miserável que vive em convulsão social, e dos países alvos de críticas e chacotas por parte dos bolsonaristas por sua “pobreza”, como Venezuela, Cuba e Bolívia.

Os dados revelam que, em último lugar (35°), temos uma previsão de 0,4% de crescimento esse ano, contra 0,6% do Haiti (34°), 0,7% do Paraguai (33°), 3,5% da Bolívia (20°), 3,4% de Cuba (21°) e 5% da Venezuela (12°). Quem lidera a lista é a Guiana, com projeção de crescimento de 49%, enquanto os EUA aparecem com 2,8% na 24ª posição. O Canadá está em 14°, com previsão de 4,2%, o México em 30°, com 1,7%, e a nossa vizinha Argentina em 22°, com 3% de estimativa de aumento do PIB.

Atravessando a mais profunda e devastadora crise socioeconômica da História, o Brasil desgovernado por Jair Bolsonaro vem acumulando derrotas e retrocessos em seus indicadores econômicos desde antes da pandemia.

Com índices de desemprego assustadores, volta ao Mapa da Fome, inflação nas alturas (a maior desde a implantação do Real, há 28 anos), queda vertiginosa no consumo e fuga de investimentos por conta do cenário catastrófico que se desenhou com as políticas de Paulo Guedes e o circo de instabilidade institucional, o país não vê luz no fim do túnel e até os setores da elite empresarial já esperam e torcem por uma mudança que possa vir com as eleições presidenciais de outubro.

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