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Prorrogada, CPI tem estratégia para chegar a Jair Bolsonaro e filhos

Investigação no Senado tem caminho aberto para atingir a família do presidente, envolvida em escândalos de todo tipo

Por Tribuna em 15/07/2021
Prorrogada, CPI tem estratégia para chegar a Jair Bolsonaro e filhos

DA REDAÇÃO - O 'Quarteto Fantástico' governista na CPI bem que tentou, mas os integrantes da cúpula da CPI conhecida como G7, hoje 6,5 por causa da posição dúbia do senador Eduardo Braga (MDB-MA), conseguiu a prorrogação dos trabalhos pelo senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) que leu ontem (14), em plenário, o requerimento que prorroga os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, instalada em 27 de abril.

Decisão sacramentada já começam as especulações de quais caminhos e estratégias a CPI vai seguir. Segundo a colunista do Globo, Bela Megale, "As perguntas do relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL) já dão a senha. Senadores da comissão traçaram uma estratégia para tentar chegar ao presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, em especial o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), por meio das empresas envolvidas na investigação".

A jornalista destaca também que entraram na mira da CPI nomes próximos ao clã, como o do advogado Frederick Wassef. Os senadores suspeitam que Wassef e outras pessoas ligadas aos Bolsonaro podem ser o elo entre essas companhias e a família do titular do Palácio do Planalto.

"Hoje um dos principais focos da CPI é se debruçar sobre as quebras de sigilo da Precisa Medicamentos e das organizações sociais que atuam em hospitais do Rio de Janeiro. O objetivo é encontrar, em meio a esses dados, conexões com o clã Bolsonaro. Para isso, os senadores avaliam, inclusive, usar as duas semanas do recesso parlamentar para fazer diligências no Paraguai e no Rio de Janeiro".

"Os parlamentares também planejam pedir as quebras de sigilo de Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro", escreveu a colunista e isso explica a postura de ambos durante a investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Enquanto o senador Flávio Bolsonaro, envolvido com milícia desde o berço, volta e meia aparece nas sessões para tumultuar os trabalho da CPI no melhor estilo 'chefe de gangue quizumbeiro', o advogado da família Frederick Wassef, que tem procuração do próprio presidente da República, foi quem escondeu o miliciano Fabrício Queiroz em sua própria casa enquanto a Polícia Federal o procurava e todo o Brasil perguntava "Cadê o Queiroz?".

E em sua mais recente aparição, Wassef apareceu de surpresa na CPI para intimidar o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), mas ao chegar ao parlamento acbou se escondendo no banheiro feminino.

Pelo (des)andar da carruagem, muito cheiro ruim ainda vai exalar do governo do 'Caguei'.

 

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