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Portos: Leilão acirra competição entre gigantes de terminais

Por Tribuna em 27/06/2022
Portos: Leilão acirra competição entre gigantes de terminais

O presidente da Associação Brasileira de Terminais (ABTRA), Angelino Caputo, que agrupa terminais alfandegados, defendeu no Tribunal de Contas a União (TCU) a restrição da participação das empresas APM Terminals e da TiL no leilão de área na poligonal de Santos, conhecida por STS10, porque ambas utilizam um modelo de logística integrada e serem consideradas empresas verticalizadas, que segundo ele, modelo não adequado para os portos brasileiros.

Porém, em visita ao terminal da mesma APM Terminals no Porto de Roterdã, na Holanda, Caputo fez rasgados elogios aos ganhos de eficiência e produtividade resultados do mesmo modelo aplicado por lá.

Fica a pergunta: por que para os portos de outros países o modelo é eficiente e para o Brasil não?

Será que a ABTRA não quer um Brasil mais competitivo? Pau que bate em Chico não bate em Francisco?

Para esclarecer, empresas verticalizadas são aquelas que fazem todas as fases da cadeia produtiva, ou seja, ela retira a carga dos navios e entrega diretamente ao importador, gerando eficiência e rapidez no serviço como já ocorre aqui no Brasil com a Vale, que atua com enorme eficácia. Importante ressaltar que a ineficiência nos portos aumenta o custo da carga e consequentemente o custo Brasil.  

Já foi comum o registro de enormes filas de navios para aportarem, fazendo com a carga chegasse sempre com atraso, aumentando a desconfiança e incerteza de futuros investimentos no país.

 

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