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Por que o grupo majoritário da CPI da Covid insiste em reinquirir Pazuello?

Por Tribuna em 25/05/2021
Por que o grupo majoritário da CPI da Covid insiste em reinquirir Pazuello?

A participação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em ato público em favor do presidente Jair Bolsonaro no domingo (23/05), no Rio de Janeiro, reforçou a estratégia do grupo majoritário da CPI da Covid, que é antagônico ao presidente Jair Bolsonaro. A mesa dos trabalhos precisava de um pretexto para reconvocar o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Uma foto com o ex-ministro acenando ao lado do presidente foi o assunto mais acessado nas redes sociais.

Os integrantes da CPI da Pandemia ganharam após o ato de apoio a Bolsonaro, um plus que reforçou a proposta de reconvocar o general. Em declaração a imprensa, o presidente da comissão parlamentar de inquérito, Omar Aziz (PSD-AM), disse que há requerimento para ouvi-lo novamente, (mas não revelou qual seria) que deve ser apreciado pelo colegiado na quarta-feira (26). Ao que tudo indica a agenda da reconvocação não se justificava, no entanto o incidente de domingo reforçou a proposta dos oposicionistas.

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O senador Otto Alencar (PSD-BA) foi um dos primeiros a se manifestar sobre o assunto. Pelo Twitter, disse que, enquanto o Brasil continua sofrendo com a covid-19, o presidente Bolsonaro afronta e aglomera. “Pazuello será reconvocado para depor na CPI”, sentenciou o representante da Bahia. O foco da CPI é e será sempre Bolsonaro.

Já o senador Jean Paul Prates (PT-RN) classificou o ato como deboche, falta de respeito e irresponsabilidade. Para ele, o presidente e seus aliados não se incomodam com quase 450 mil brasileiros mortos e trabalham a favor da pandemia. “Passeando de moto, gastando dinheiro em férias na praia, fazendo aglomerações e desrespeitando regras e vitimas da pandemia, Bolsonaro, seus amigos e ministros são o pior da política”, afirmou.

Renan usa o incidente e promove ataques a Bolsonaro

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) que não se contém, (sendo o integrante da CPI que mais interfere nas declarações e perguntas dos senadores) aproveitou a oportunidade para dizer que Eduardo Pazuello é um “mentiroso assumido” e lembrou que, no fim de semana, o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi ao Maranhão levar mais testes de covid-19. “Enquanto isso, o presidente, que já tinha aglomerado maranhenses, espalha vírus no Rio de Janeiro com Pazuello, um mentiroso assumido” - acentuou.

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O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), por sua vez, afirmou que Bolsonaro deveria se dedicar a salvar vidas, mas gasta seu tempo em passeios de moto, aglomerações, ofensas e ameaças. “Cada palavra sua contra medidas de prevenção ou vacinas representa uma agressão às famílias das vítimas da covid-19 e àqueles que sofrem com a fome e o desemprego”, opinou no Twitter.

No foco do fato, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) usando o estilo do petismo, disse que “está na hora de as Forças Armadas definirem se estão a favor do Brasil ou no palanque da morte e do fascismo”. Já o senador Humberto Costa (PT-PE) mostrou uma imagem do general ao lado do presidente num palanque e afirmou: “Ninguém mais duvida sobre a quem Pazuello obedece”. O parlamentar disse que o presidente “trabalha incansavelmente a favor do vírus” e publicou ainda uma reportagem da CNN dizendo que o comando do Exército deverá pedir explicações ao general sobre a participação dele na manifestação.

Jornalista agredido é lembrado e Dino faz seu comercial

Também pelo Twitter, o senador Paulo Rocha (PT-PA) replicou uma mensagem do governador do Maranhão, Flávio Dino, prestando solidariedade a profissionais de imprensa atacados nas ruas do Rio de Janeiro. O representante do Pará classificou de escárnio a participação do general no ato.

“General da ativa do Exército brasileiro e desastroso ex-ministro da Saúde estava feliz em participar em arrastão que reuniu fascismo, negacionismo e ignorância, neste domingo, no Rio”, afirmou. O senador Rogério Carvalho prestou solidariedade a um repórter da CNN. “Nossa solidariedade ao repórter Pedro Duran, agredido pela milícia fascista de Bolsonaro. É típico dos regimes totalitários tentar calar a imprensa”, afirmou.

Da Redação/Agência Senado/Imagens: Internet

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