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Petistas com medo de Bolsonaro usar a caneta e crescer

Por Tribuna em 19/06/2021
Petistas com medo de Bolsonaro usar a caneta e crescer

A lentidão da vacinação contra a Covid-19 é um dos principais pontos de desgaste de Bolsonaro, na visão do partido e a cúpula petista pretende observar o humor das ruas nos próximos meses. Mesmo atrasada, a aplicação de novos lotes de imunizantes pode moderar a rejeição ao governo.

Ademais o PT ficou no poder 4 mandatos e sabe o peso da caneta numa reeleição, e também incluem nos cálculos eleitorais o uso da máquina pública por Bolsonaro para reduzir sua rejeição.

Jair Bolsonaro (sem partido) deve reduzir sua rejeição e recuperar parte de sua popularidade até o início da disputa eleitoral avalia cúpula do PT, vai ter uma disputa nas urnas em 2022 das mais acirradas, mais do que mostram as pesquisas eleitorais e os levantamentos internos feitos pelo partido atualmente.

As variações na popularidade de Bolsonaro como consequência de dois indicadores principais: o crescimento econômico após os resultados negativos do ano passado e o aumento esperado da vacinação contra a Covid-19, que deve ocorrer até o final deste ano.  Nas discussões internas com a presença de Lula, eles defendem que a campanha seja encarada de uma “forma realista”, nas palavras de um dirigente Petista.

Carlos Lupi, presidente do PDT acha que Bolsonaro estará bastante desgastado no próximo ano, pois, apesar da aceleração da vacinação até lá, as milhares de mortes por Covid-19 serão atribuídas a ele.

Além disso, a recuperação econômica esperada pelo governo se concentra em setores ligados à exportação de commodities e com baixo emprego de mão de obra. Isso pode fortalecer o apoio do agronegócio a Bolsonaro, mas não reverte a rejeição dele em outros setores -especialmente nos mais pobres que sofrem com a inflação.

Embora admitam que a economia possa dar algum fôlego a Bolsonaro para o ano eleitoral, eles dizem que esses efeitos tendem a ser limitados. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann afirma "Bolsonaro não está tão fraco assim. Ele tem uma resiliência na base e ainda pode agregar mais um pouco. Se a economia melhora, a tendência é ele melhorar também. Mas não acho que seja suficiente".

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Da Redação/Rodrigo Nascimento/Ralph Lichotti/ Imagens: Internet

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