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O uso racional de nossos aeroportos do GIG e SDU é o segredo p Rio se reconectar com o mundo.

Por Luís Leão - Presidente do Clube do Empreendedor Brasil

Por Tribuna em 18/04/2021
O uso racional de nossos aeroportos do GIG e SDU é o segredo p Rio se reconectar com o mundo.

O Galeão, bem explorado vai se tornar um grande motor de crescimento econômico do Rio. Vai alavancar e potencializar o turismo, logística de carga de valor agregado como do e-commerce e outros segmentos. 

O RIOgaleão, hoje com 8 mil empregos diretos, tem capacidade de gerar cerca de 21 mil empregos diretos e impacta cerca de 160 mil empregos em indústrias relacionadas, a grande maioria (113 mil empregos) na hotelaria e gastronomia. 

A cada R$ 1 de valor adicionado pelas atividades econômicas no RIOgaleão produz R$ 3,2 para o PIB do Estado do Rio de Janeiro por meio das cadeias produtivas que utilizam o aeroporto. 

A cidade do Rio de Janeiro é a âncora do turismo internacional do Brasil. 70% dos turistas vindo da Europa e América do Norte ao Brasil visitam o Rio de Janeiro. 

A posição geográfica do Rio o torna um candidato natural para a conexão Sul-Nordeste atendendo a maior parte da população brasileira, ligando os destinos turísticos do país à América do Norte e Europa. 

Considerando números pré-COVID, o Rio tem potencial de atrair pelo menos 5-6 milhões de passageiros anuais em conexão que poderiam gerar cerca de 1 milhão de passageiros internacionais por ano. 

O RIOgaleão é a porta de entrada para cerca de 25% do valor dos bens e insumos importados pelo Rio de Janeiro (quase todas transportadas em porões de aviões de passageiros de voos internacionais. 

Aproximadamente 80% de toda carga aérea doméstica entram no estado do Rio de Janeiro via o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. 

MINAS GERAIS é um exemplo da eficiência de aplicarmos o vocacionamento de aeroportos em regiões metropolitanas que ainda não atingiram 30 - 35 milhões de passageiros. 

Aplicação imediata da mesma lógica de vocacionamento de aeroportos implantada em BH (Confins e Pampulha), que permitiu a formação de um hub com ganhos econômicos palpáveis para a economia regional de Minas Gerais. 

O modelo de concessão do Santos Dumont deve considerar uma solução que fortaleça a conectividade internacional/doméstica do Rio de Janeiro. 

Sistemas Multi-Aeroportos eficientes precisam de 30-35 milhões de passageiros por ano para funcionar sem algum tipo de regulação. É o caso em São Paulo com 66 milhões de passageiros (préCOVID). 

Para atingir esse patamar, o Sistema Multi-Aeroportos (SMA) do Rio de Janeiro precisa ser vocacionado o quanto antes. 

Importante salientar que entre 2005 e 2009 existia uma coordenação do Sistema Multi-Aeroportos Rio e de Belo Horizonte. 

Infelizmente em 2009, essa coordenação deixou de existir no Sistema Multi-Aeroportos (SMA) do Rio de Janeiro, desacelerando o crescimento do número de passageiros no estado. 

O crescimento ilimitado do SDU ao longo dos últimos anos provocou grande queda da oferta de assentos domésticos no Sistema Multi-Aeroportos (SMA) do Rio de Janeiro, resultando na estagnação da oferta e demanda internacional. 

Precisamos sim fortalecer o HUB no RIOgaleão e vocacionar a ponte aérea e voos executivos para o SDU e com isso salvar o turismo e a economia carioca gerando empregos e renda. 

É crucial para o desenvolvimento socioeconômico do Rio de Janeiro e do turismo ao Brasil que o modelo de concessão do SDU considere uma solução que fortaleça a conectividade do Rio de Janeiro por meio da formação de um hub doméstico e internacional no GIG, preservando as vocações do SDU de atender a mercados corporativos específicos de alta frequência, e do GIG de ser a plataforma para o crescimento do turismo internacional brasileiro. 

Isso passa pela transformação da vocação dos dois aeroportos na cidade. 

O vocacionamento do Santos Dumont servindo voos da ponte-aérea e executivos é um negócio sustentável e eficiente. 

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Tribuna da Imprensa Digital e é de total responsabilidade de seus idealizadores.

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