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Noam Chomsky: 2024 será sentença de morte para a sociedade se republicanos ganharem nos EUA

O renomado linguísta vê o Partido Republicano dominado pelo ex-presidente Trump, perigosamente autoritário e delirante, e alerta que "se os republicanos voltarem ao cargo no ano que vem, pode ser tarde demais"

Por Tribuna em 04/09/2021
Noam Chomsky: 2024 será sentença de morte para a sociedade se republicanos ganharem nos EUA

DO JORNALISTAS LIVRES - O renomado linguista e delator incansável das tiranias políticas, econômicas e midiáticas Noam Chomsky, agora com 92 anos, já passou pela Grande Depressão, pela Segunda Guerra Mundial e pela Guerra Fria, e pode citar em prosa e verso os eventos políticos e econômicos que testemunhou ao longo dos anos. Mas durante uma entrevista para o Facing Future TV, mostra por que tem hoje mais motivos para pessimismo do que em qualquer outra época.

As causas são três: (1) aquecimento global, (2) guerra nuclear e (3) desinformação. A terceira representa o bloqueio do discurso racional capaz de lidar com as primeiras duas: “Estamos vivendo em um mundo de total ilusão e fantasia e, a menos que isso mude significativa e rapidamente, não será possível lidar com as principais questões dentro do espaço de tempo que temos disponível, que não é longo”, contou.

Chomsky vê o Partido Republicano dos Estados Unidos, dominado pelo ex-presidente, perigosamente autoritário e delirante, e alerta que “se os republicanos voltarem ao cargo no ano que vem, pode ser tarde demais. Os programas que eles estavam perseguindo, especialmente com Trump, não oferecem esperança de sobrevivência.”

O autor vê como única oportunidade de reversão a mobilização pelo cidadão comum, que cria o ambiente para transformação: “Acho que há pessoas decentes e respeitáveis entre as lideranças, mas a mudança tem que vir de baixo. Tem que vir da população em geral.”

Dale Walconen (apresentadora no Facing Future TV): Estamos muito felizes e honrados por receber o professor Noam Chomsky hoje em “Facing Future”, renomado autor, cientista político, porta-voz da verdade e, acima de tudo, sábio dissidente que, como Sócrates, passou sua vida desafiando políticas e instituições de poder que estão prejudicando nosso planeta e ameaçando nossa sobrevivência. Stuart Scott é o produtor executivo, fundador e guia da ‘Facing Future’, e embora Stuart esteja enfrentando um câncer, ele continua e está conosco aqui hoje. E eu sou Dale Walkonen, ex-professora de comunicações e co-apresentadora de Stuart. Bem-vindo, Professor Chomsky! Então, agradeço muito, muito por dedicar seu tempo para conversar conosco.

Noam Chomksky: Então, falem-me sobre vocês.

Stuart H. Scott (fundador e produtor do Facing Future TV): Bem, como você pode ver, sofro de uma certa deficiência física. Mais do que isto, sofro de câncer, de quarto estágio. Ele invadiu a coluna vertebral, então estou curvado para frente. Ajustamos tudo aqui e agora você está vendo a câmera voltada para o meu teto para que eu possa enxergá-los. Se ela estivesse apontada para a frente, você não me veria. Então muito obrigado por gravar conosco nessas circunstâncias.

Chomsky: Você tem a possibilidade de conversar. Que tipo de coisas você está fazendo e pensando?

Stuart: Bem, tenho pensando… sabe, eu não penso sobre a morte de forma alguma. Eu não tenho medo da morte. Para mim, é uma transição. Eu tenho uma “base espiritual”, por assim dizer, muito, muito sólida, mas é mais esotérica. É a maneira como Sócrates e Platão consideravam a morte… como transição.

Chomsky: Ele ansiava por ela, para libertar sua alma das restrições do corpo.

Stuart: Sim.

Chomksy: Ele filosofou corretamente.

Stuart: Então, eu gostaria de perguntar a você, e isso pode ser um bom lugar para começar: sobre sua visão da vida e da vida após a morte. Qual é a sua convicção sobre a vida e a pós-vida?

Chomsky: Bem, eu não posso dizer… eu gostaria de poder aceitar Sócrates e Platão, mas meu próprio sentimento é de que temos um certo tempo na Terra. Devemos fazer o melhor com o que pudermos, e então deixamos o mundo para os outros.

Stuart: Isso funciona bem. Isso funciona bem. Faça o melhor enquanto estivermos aqui e depois passe para os outros.

Dale: Ok, faltam 100 segundos para a meia-noite no Relógio do Juízo Final[1]. Sempre estivemos vários minutos, 12 minutos…

Chomsky: Isso era em janeiro. Podemos estar ainda mais perto agora. Não sei se você viu, mas alguns dias atrás, um rascunho de relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) vazou e foi publicado pela agência France-Presse. É muito mais sombrio do que os relatórios anteriores. Bem, é um rascunho. Quando chegar à publicação, eles podem até diminuir o tom, mas é alarmante. No que diz respeito às armas nucleares, a situação está mais perigosa do que esteve no momento do relatório anterior. Novos sistemas de armas estão sendo desenvolvidos, muito destrutivos. O confronto do governo Biden, para minha tristeza, expandiu o status de confronto do governo Trump. Na viagem de Biden à OTAN, basicamente se instruiu a OTAN a adotar algo similar ao planejamento estratégico do governo Trump: a preparação para duas guerras, contra a China e contra a Rússia, o que vai além da insanidade. Não tenho palavras para isso. Eles também estão realizando atos provocativos em áreas onde a diplomacia e as negociações são necessárias.

Agora lembre-se de que o Relógio do Juízo Final relata que se está avistando… havia três razões básicas pelas quais eles estavam mantendo o relógio a 100 segundos da meia-noite: uma era o aquecimento global; a outra era uma guerra nuclear; a terceira era a desinformação, o colapso de qualquer discurso racional, o que torna impossível lidar com os dois problemas principais. Isso ficou muito pior. Quero dizer, entre os republicanos, quase desaparece até mesmo uma pretensão ao discurso racional. 25% dos eleitores republicanos acreditam que o governo é dirigido por uma elite de pedófilos satânicos que está envolvida no tráfico sexual…tráfico de crianças…70% dos republicanos acreditam que a eleição foi roubada. E continua: só 15% dos republicanos acham que o aquecimento global é um problema sério.

Dale: Tendemos a identificar as pessoas com seus trabalhos, e um dos empregos que precisamos mudar é o dos mineiros de carvão. As pessoas não são permanentemente definidas pelo seu trabalho, mas nós temos isto em nossa sociedade. Agora surgiu o “Sunrise Movement”, um movimento jovem que quer implementar frentes de trabalho cívico e climático com apoio federal. Você acha que Biden e companhia conseguirão aprovar isto, apesar da obstrução do Partido Republicano?

Chomsky: Bem, na verdade essa é uma área em que há boas notícias. O “United Mine Workers” (União dos Trabalhadores de Mineração), o maior na West Virginia e Wyoming, que são as principais áreas de mineração de carvão, acaba de conseguir um acordo para um programa de transição dos trabalhadores da mineração de carvão para a energia sustentável, com programas governamentais para ajudá-los financeiramente a fazer a transição, mudar para melhores empregos, melhores vidas, dentro do setor. Na Califórnia, estado baseado no petróleo, dezenove sindicatos acabaram de concordar com um programa semelhante. Claro que não é um programa muito caro. Não há tantas pessoas envolvidas. Eles podem facilmente ser ajudados a buscar empregos melhores, uma vida melhor, e nos salvar da destruição. Grande parte disso é obra do meu amigo e co-autor Robert Pollin.

Recentemente, redigimos um livro conjunto sobre isso, sobre um New Deal Verde [2] e global, com base principalmente em seu próprio trabalho. Ele fez um extenso e minucioso trabalho acadêmico sobre maneiras viáveis de se superar a crise climática, mas ele também tem sido um ativista, trabalhando duro com sindicatos e comunidades locais para tentar a adaptação à mudança que deve ocorrer. E tem havido sucesso nessas frentes. Então essa é uma boa notícia.

Se você quiser uma má notícia, a OPEP, o cartel produtor de petróleo, está se reunindo agora mesmo e, de acordo com as reportagens no jornalismo de negócios, eles planejam aumentar o investimento na produção de combustíveis fósseis, porque o preço está subindo. Totalmente suicida. A Arábia Saudita é o principal país. Eles poderão produzir mais combustíveis fósseis e gerar mais riqueza para os super-ricos que governam. Enquanto isso, o próprio país será destruído. Dentro de alguns anos ele ficará inabitável. O que quer que esteja se passando na mente dos seres humanos, eles são capazes de dizer: “vamos nos destruir; vamos destruir a vida de nossos descendentes, porque posso ganhar alguns dólares a mais amanhã, queria não ter nada a ver com isso”. Esse é o mundo em que vivemos, e estamos vendo isto em toda a parte.

Veja só, até mesmo na crise de Covid, que é séria, mas muito menos séria do que, digamos, a crise climática: os países ricos estão basicamente monopolizando vacinas para si próprios; poucos gestos para o resto do mundo. Mas os líderes que fazem isso sabem que essa política é suicida para eles próprios. Se não vacinarmos rapidamente a América Latina, a Ásia, a África, o vírus sofrerá mutações, como já está acontecendo. Haverá novas formas, que são mais letais, mais contagiosas, que não conseguiremos controlar. Elas vão voltar para os países ricos, mas mesmo sabendo disso, as lideranças de nossos próprios países, os países mais escolarizados, civilizados e avançados do mundo estão dizendo: vamos monopolizar as vacinas para nós e não mandá-las para quem precisa. É surpreendente. Se houver alguma inteligência extraterrestre, o que eu duvido, mas se houvesse e se estivessem observando o que está acontecendo na Terra, eles não acreditariam.

Dale: Bem, nos falta uma compreensão de nós mesmos como seres humanos. O termo homo sapiens é quase um meme de humor, pois não somos seres sábios, não somos pessoas sábias. Nos identificamos com nossa nacionalidade: somos franceses, somos americanos. Ou com o nosso estado: “Sou do Mississippi, sou do Arkansas”, em vez de nos entendermos como seres humanos primeiro. Você acha que existe uma maneira de, por meio das forças de nossa tecnologia e de nossa sociedade, sermos capazes de despertar essa consciência da humanidade, com todos nós juntos… você vê alguma esperança nessa direção?

Chomsky: Tem que haver uma maneira; existem oportunidades. Temos maneiras de alcançar as pessoas, tentando persuadi-las, levando-as a compreender a enormidade do que estamos enfrentando e do que deve ser feito. As oportunidades existem. Avaliamos a probabilidade de sucesso, mas sabemos que temos que nos dedicar com energia e comprometimento para usar as oportunidades que temos, para tentar alcançar…não temos muito tempo. Se os republicanos voltarem ao cargo no ano que vem, pode ser tarde demais. Os programas que eles estavam perseguindo, especialmente com Trump, não oferecem esperança de sobrevivência.

Dale: Nós somos fabricadores de memes em nossa sociedade. Nós parafraseamos, montamos bolhas próprias, para ressoar certas idéias. Esta pode ser uma faca de dois gumes. Claro, pode haver os “pedófilos satânicos” e também pode haver os encontros como as “Fridays for Future” [3].

Chomsky: Realmente, somos apanhados em bolhas de ressonância. Essa é uma das tragédias da internet. Havia esperança de que a internet proporcionasse oportunidades de educação, de esclarecimento, disseminação de informação, deliberação coletiva – isso aconteceu até certo ponto, mas está bastante anulado pelo que você acabou de descrever: a tendência de se fechar em bolhas de auto-confirmação, nos separando dos outros, sem falar com os outros.

Stuart: Isso é motivado por dinheiro, motivado por publicidade. Essas bolhas são criadas como públicos, para se vender…

Dale: Bem, vivemos em uma civilização global. Nossos produtos vêm de todo o mundo. Nossa comida vem de todo o mundo. Isso é o consumismo em grande escala. Mas a civilização global também pode significar algo positivo. Ela pode significar leis e acordos, onde podemos realmente nos reunir, e realmente precisamos de um acordo global. Mas somos animais de rebanho. Nós seguimos um líder. Você vê algum líder que você admira, que você acha que pode nos guiar para sair disso?

Chomsky: Acho que há pessoas decentes e respeitáveis entre as lideranças, mas a mudança tem que vir de baixo. Tem que vir da população em geral. Vamos dar um exemplo concreto. No momento, o Congresso aprovou uma resolução, não uma legislação, mas uma resolução, pedindo um New DealVerde; foi apresentado pela deputada Alexandria Ocasio-Cortez e por Ed Markey, senador por Massachusetts. É uma proposta muito boa. É uma proposta detalhada que é muito semelhante às ideias da “International Energy Association” (Associação Internacional de Energia), do meu colega Robert Pollin, que fez o trabalho mais detalhado sobre isso. Toca em todos os pontos, mostra o que temos que fazer. Muito viável, menos despesas do que o orçamento usado para resgatar Wall Street após a epidemia de Covid. Não é algo fora de alcance.

Temos de nos perguntar: “como os avanços se fizeram possíveis?” Bem, isso acontece com extenso ativismo; grupos como o “Sunrise Movement”, jovens que trabalharam duro, que ocuparam o escritório da deputada Nancy Pelosi e obtiveram apoio de Ocasio-Cortez e Markey, e tentaram bloquear as entradas da Casa Branca [4]. Eles tentaram isto como um protesto para tentar levá-los a avançar mais, a passar de uma resolução para uma legislação. Então existem – para responder à sua pergunta – boas pessoas, como Ocasio-Cortez e Markey, mas eles não vão chegar a lugar nenhum a menos que haja uma grande pressão popular, obrigando as autoridades legislativas, o Congresso, a Casa Branca, a perseguir esses objetivos.

Talvez você se lembre, há uma anedota que pode ou não ser verdade sobre Franklin Roosevelt em meados da década de 1930, que queria aprovar a legislação do New Deal [5]. Ele disse: “vocês precisam me obrigar a fazer, eu não posso fazer sozinho. Vocês têm que me obrigar a fazer isso, criando a pressão e o entendimento do público para levar essas medidas adiante”. E foi o que de fato aconteceu. A união sindical CIO (“Congress of Industrial Organizations”) organizando a ação trabalhista militante, muito ativismo político e organização. Chegou a um ponto em que o Supremo Tribunal – havia assim como hoje um Supremo Tribunal muito reacionário – mudou. Em vez de matar toda a legislação, começou a autorizá-la. A comunidade empresarial então se acomodou com relutância aos programas do New Deal. Avançamos para um mundo melhor. Esta é minha infância. Lembro-me muito bem. As memórias estão muito vivas. Bem, estamos em uma situação semelhante. Biden não é Roosevelt, mas se ele puder ser pressionado por um público ativista organizado, há uma chance. Há uma chance de que possamos superar essas crises. Com certeza não vai ser fácil.

Também podemos nos lembrar de algo mais sobre os anos 1930 – minha infância novamente. Houve uma depressão profunda, muito pior do que qualquer coisa que vimos desde então. Fome extrema generalizada, muito terrível. Em quase todo o mundo, não apenas nos Estados Unidos. Havia basicamente duas saídas: Uma saída era o New Deal, a social-democracia. A outra saída era o fascismo. Bem, não é mais a década de 1930, mas temos uma escolha basicamente parecida.

Dale: O fascismo parece estar aumentando em todo o mundo. Temos pessoas como Bolsonaro, e até mesmo o presidente indiano Modi, fazendo coisas incrivelmente desprezíveis. Estas vacinas que são feitas na Índia e exportadas para o resto do mundo, enquanto o povo indiano morre… Mas eu me pergunto: a lei protege o privilégio, mas a lei também pode ser essa ferramenta poderosa que usamos para avançar. Você crê em progressos pela via legal? Podemos vencer a indústria de combustíveis fósseis com avanços legais?

Stuart: Eu estive bem silencioso em comparação com a minha atividade habitual. Peço desculpas, é parte da minha condição de saúde. Mas neste ponto eu gostaria de intervir. Há muita coisa acontecendo no domínio legal. A agenda… vou chamar de “movimento”, na Holanda, que conseguiu fazer a Suprema Corte holandesa afirmar que o país não estava fazendo o suficiente. E então voltaram lá uma segunda vez, e conseguiram a mesma sentença. É como se estivessem dizendo: “Eu já falei uma vez, falei outra vez, está na hora de entenderem.” Eu por acaso conheço alguns dos advogados que fizeram parte disto. Infelizmente, advogados não entendem de ativismo, então precisamos de ativistas ao redor deles para criar pressão por resultados legais em diferentes países.

Chomsky: Correto. É a pressão ativista que pode criar o ambiente em que decisões e legislações mais progressistas e construtivas possam ocorrer. Sem isto …

Stuart: Sem isto temo o pior.

Dale: Bem, cabe a todos nós pressionarmos e irmos às ruas, continuar a afetar nossos políticos. Por mais que telefonemas e cartas que possam parecer sem esperança, eles ainda são necessários para alguma esperança de mudar a forma como as leis funcionam neste país.

Stuart: Não são inúteis. Isso é um equívoco. Clicar no botão de assinar em uma petição online é quase sem valor. São alguns milhares de assinaturas. Quem se importa? Mas, se você escreve uma carta, isto vale por milhares de assinaturas. Então meu ativismo, minha ideia de ativismo é levantar do sofá, calçar os sapatos, ir até lá, bater com o punho e dizer: “Eu exijo que você aja!” Minha forma de ativismo é aconselhar as pessoas a irem até o gabinete de seu político, bater firme e dizer que demanda que tomem uma atitude sobre isso. “Uau! Quantas pessoas vêm aqui e exigem algo de nós?” Então você está falando de uma ação que vale por um milhão.

Chomsky: Muito verdadeiro! Foi assim que o “Sunrise Movement” conseguiu pautar o movimento New DealVerde, ocupando o gabinete de Nancy Pelosi. Aquilo foi eficaz.

Stuart: Bem, obrigado, muito obrigado por falar conosco. Eu sei como você anda ocupado.

Chomsky: Muito trabalho a fazer em todas essas questões. Foi maravilhoso ter a chance de falar com vocês.

Dale: Muito obrigado. Parafraseando Sócrates: dissidentes, como moscas, podem ser fáceis de matar, mas o custo para a sociedade de silenciar seu zumbido constante é muito alto. Esperamos que a humanidade não pague o preço final por deixar de ouvi-lo. Obrigado, Noam. Foi uma honra e um privilégio falar com você hoje.

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Notas

[1] O “Relógio do Juízo Final”, mantido desde 1947 pelo “Bulletin of the Atomic Scientists” nos EUA, sinaliza a probabilidade de uma catástrofe global provocada pelo homem, representado pela proximidade em minutos ou segundos até a meia-noite. Seus ponteiros são atulizados pelos cientistas membros a cada ano em janeiro.

[2] O “Green New Deal” é um conjunto de propostas para investimentos estatais em combate às alterações climáticas, ao desemprego e à desigualdade econômica.

[3] “Fridays for Future”, também conhecido como “Juventude pelo Clima” e “Greve Global pelo Clima”, é um movimento internacional de estudantes que faltam às aulas nas sextas-feiras para participarem de manifestações exigindo ações das lideranças políticas e empresariais contra as mudanças climáticas.

[4] Protesto ocorrido em 2018 em que 200 jovens ativistas ocuparam o gabinete da líder do governo democrata na Câmara do EUA Nancy Pelosi, terminando com 51 manifestantes presos. Eles exigiam um posicionamento mais radical do partido democrata pela aprovação das propstas do New Deal Verde.

[5] O “New Deal” (novo acordo ou novo contrato em português) foi um conjunto de programas econômicos implementados nos Estados Unidos na década de 1930, sob o governo Franklin Roosevelt. Teve o objetivo de recuperar e reformar a economia norte-americana após a Grande Depressão com base em um Estado forte e programas sociais, marcando o início da era de Estado de bem-estar social nos EUA, que perdurou até a chegada do neoliberalismo na década de 1970. 

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