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Marcus Holanda, que seria reconduzido ao comando do Pros,  diz em gravação que fez pagamento à irmã de desembargador

Por Tribuna em 05/08/2022
Marcus Holanda, que seria reconduzido ao comando do Pros,  diz em gravação que fez pagamento à irmã de desembargador

O presidente do Pros, Marcus Holanda, afirmou ter realizado pagamentos "picados" à advogada Raquel Costa Ribeiro, irmã do desembargador Diaulas Costa Ribeiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), que votou de forma favorável em uma ação envolvendo a disputa pelo comando da legenda.

No domingo (31), Holanda sofreu uma derrota no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que suspendeu a decisão relatada pelo desembargador. Na quarta-feira (3), contudo, o STJ recuou da própria decisão e devolveu o controle para Holanda, ameaçando o apoio do partido à campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Tem recebido sim, chu, chu, chu, chu... picado", diz Holanda na gravação divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo. O periódico vem publicando desde julho uma série de reportagens que indicam a existência de uma suposta negociação da ordem de R$ 5 milhões para a compra de uma decisão favorável na primeira instância do TJ-DF por meio do apoio do desembargador.

“Entre outros pontos, há um encontro e vários contatos entre a irmã do desembargador e políticos do Pros, além da indicação, por ela, da advogada que atuaria na reta final do caso. O voto de Diaulas no TJ foi seguido pelos outros dois colegas da turma e colocou Holanda e seus aliados no comando do partido em março deste ano”, destaca a reportagem.

Holanda aparece em um dos trechos da gravação tratando de um suposto acerto e pagamento a Raquel, afirmando que um repasse de R$ 500 mil para o diretório do partido no Distrito Federal serviria para "ajudar a pagar, você já sabe, quem e o quê".

Em sua defesa, a advogada Raquel Costa Ribeiro afirmou que “as autoridades competentes já estão investigando o caso. Mais uma vez quero deixar claro que nunca fui contratada pelo Pros ou pelo senhor Marcus Holanda, bem como nunca recebi qualquer valor deles ou de outros ligados aos fatos relatados".

O desembargador Diaulas Costa Ribeiro também negou ter recebido qualquer proposta criminosa e ressaltou que não se relaciona com a irmã há duas décadas.

 

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