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#JustiçaParaMoïse: famosos e anônimos se solidarizam por morte de congolês no Rio

Por Tribuna em 01/02/2022
#JustiçaParaMoïse: famosos e anônimos se solidarizam por morte de congolês no Rio

Moïse Kabagambe foi espancado e morto na semana passada. Ele trabalhava em um quiosque na Barra da Tijuca. Congolês veio para o Brasil como refugiado político em 2014 com a mãe e os irmãos. Ele fugia da guerra civil.

Artistas, políticos e entidades usaram as redes sociais para lamentar a morte do congolês Moïse Kabagambe, na semana passada no Rio. Com a #JusticaPorMoise, eles pedem que o crime não fique impune.

O jovem de 24 anos morreu de traumatismo do tórax, com contusão pulmonar, causada por ação contundente, depois de ser espancado em quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

Ele trabalhava por diárias no local e, segundo a família, foi vítima de uma sequência de agressões após ter cobrado dois dias de pagamento atrasado. Seu corpo foi achado amarrado em uma escada.

Human Rights Watch, ONG
"O assassinato do congolês Moïse Kabagambe, após ser violentamente espancado em 24 de janeiro no Rio de Janeiro, é deplorável e merece o mais absoluto repúdio pela sociedade brasileira. A Human Rights Watch lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com a família de Moïse e com a comunidade congolesa no Brasil.

O gravíssimo contexto de violência contra a população negra no Brasil, cuja chance de ser vítima de homicídio é quase 3 vezes maior em comparação a não negros, impõe que a investigação sobre este caso apure minunciosamente a possível discriminação contra a vítima, em relação a sua raça e origem.

É imprescindível que as autoridades do Rio de Janeiro se mobilizem com a urgência que o caso demanda e concluam a investigação deste crime terrível; e que justiça seja feita a Moïse Kabagambe e sua família. Que este não seja mais um caso da impunidade que tem marcado o Rio de Janeiro".

Flávia Oliveira, jornalista
Moise foi espancado até a morte no quiosque Tropicália, na Barra. Ele foi cobrar dois dias de salário. Crime brutal, inaceitável. A polícia do Rio deve uma resposta rápida à família e a todos nós. #JusticaPorMoise

Taís Araújo, atriz
"A Barbarie NÃO pode ser normalizada!

É urgente que se faça justiça, não podemos transformar barbárie em naturalidade. O Brasil transformou a escravidão, que foi uma grande barbárie, em uma coisa normal. As pessoas romantizam e reproduzem o Brasil colônia até hoje!

Moïse Mugenyi foi amarrado e espancado até a morte e até agora não vimos a cara de nenhum dos suspeitos, só a cara da vítima e de sua família. E o absurdo é que essa não é a primeira história que a gente vê contada dessa maneira."

Gabigol, jogador do Flamengo
Esse não é o Rio que aprendi a amar e que me recebeu de braços abertos!!! Queremos justiça, não podemos normalizar crimes como esse!! Que seja feita justiça a Moïse Mugenyi e toda sua família!! Estamos juntos de vocês!!! #JusticaPorMoiseMugenyi

Tatá Werneck, atriz
O nível de dor dessa Mãe. Vcs leram essa Matéria? Vocês viram esse caso? Eu copiei aqui pra vocês lerem. Uma mãe ter que ver que espancaram seu filho que foi buscar um salário. Uma mãe passar por essa dor. Pelo amor de Deus humanidade, onde está a humanidade?

Ícaro Silva, ator
Moise, eu queria demais que o assassinato brutal de um jovem congolês fosse motivo de comoção nacional, mas aqui é o Brasil. Eu sinto muito.

Eduardo Paes, prefeito do Rio
"O assassinato de Moïse Kabamgabe é inaceitável e revoltante. Tenho a certeza de que as autoridades policiais atuarão com a prioridade e rigor necessários para nos trazer os devidos esclarecimentos e punir os responsáveis. A prefeitura acompanha o caso".

Pedro Paulo, secretário municipal de Fazenda e Planejamento
"O brutal assassinato do jovem Congolês Moïse é inadmissível e requer apuração rápida e rigorosas punindo todos os culpados. Solicitei ao secretário @BrennoCarnevale que acompanhe de perto toda a investigação. (Cont.)

Caso se confirme a participação ou conivência do concessionário/proprietário do Quiosque Tropicália, será imediata a cassação de sua licença e concessão. É inaceitável que o espaço mais democrático dessa Cidade possa ser concedido a alguém capaz de um ato tão brutal e desumano!".

Marcelo Freixo, deputado federal
"Um trabalhador que deixou sua terra natal no Congo em busca de uma vida melhor no Brasil foi espancado até a morte porque cobrou dois dias de salário atrasado. É revoltante, grotesco e covarde. O assassinato brutal de Moise Kabagambe não pode ficar impune".

Renato Moura, secretário municipal de Cidadania
"A Secretaria Municipal de Cidadania, por meio de sua Coordenação de Direitos Humanos, repudia veementemente a morte do cidadão congolês Moïse Kabamgabe, 24 anos, ocorrida na última semana, no Rio de Janeiro. Conforme informações, Moïse foi brutalmente espancado com pedaços de madeira e encontrado já morto amarrado em uma escada. Tais fatos chocantes são uma afronta aos Direitos Humanos, pauta incessantemente defendida por esta secretaria. Manifestamos total apoio à família da vítima deste ato covarde e estaremos atentos acompanhando a urgente apuração dos fatos". (Do G1)

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