Informação, publicidade e prestação de serviços a comunidade | 30 de Junho de 2022

Jair vai para o Guinness Book, maior pedido de impeachment do Mundo

Por Tribuna em 01/07/2021

Enquanto Bolsonaro ironiza a morte de Lázaro perguntando 'Não morreu de covid, não?', o PT com 53 deputados federais e 6 senadores, PSB 31 deputados federais e 1 senador, PDT com 25 deputados e 3 senadores, Cidadania com 7 deputados e 2 senadores, Psol com 9 deputados federais, PCdoB com 7 deputados federais, Rede Sustentabilidade com 1 deputado federal e 2 senadores, assim como ex-aliados do presidente, como a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) e os deputados Alexandre Frota (PSDB-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP).

Cerca de 140 deputados já se declaram a favor do eventual impeachment que para passar pela Câmara, são necessários 342 votos dos 513 deputados.

Partidos sem representação no congresso (PCB, PSTU, PCO), Governadores, Deputados Estaduais, Prefeitos, Vereadores e milhares de entidades também declaram que querem o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, entidades representativas como Movimento Brasil Livre (MBL) também assina, assim como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD).

Sites como https://vidasbrasileiras.com/ assinam o pedido de impeachment centenas de artistas e personalidades como Xuxa Meneghel Veronica Brasil, Walter Casagrande, Chico César, Cristina Serra, Fábio Porchat, Felipe Neto, Hermes Fernandes, Ailton Krenak, Julia Lemmertz, Júlio Lancellotti, Ligia Bahia, Marcelo Gleiser, Raduan Nassar, Vanderson Rocha, e já possuem quase 1 milhão de assinaturas.

Carla Zambelli que antes ironizava que “motociata” pró-Bolsonaro pode entrar no Guinness Book, agora fica calada sabendo que o "superpedido" de impeachment que pode ir para Guinness Book, pois é assinado por representantes de milhões de brasileiros e consolida argumentos apresentados nos outros 123 pedidos de já apresentados à Câmara.

Entre esses argumentos, está o mais recente — o que aponta prevaricação do presidente no caso da suspeita de corrupção no contrato de compra da vacina indiana Covaxin.

O texto foi elaborado por um grupo de juristas e atribui a Bolsonaro 23 crimes de responsabilidade divididos em sete categorias:

  1. Crime contra o livre exercício dos Poderes;

Ato: ameaças ao Congresso, STF e interferência na PF

  1. Crime contra a existência política da União;

Ato: fomento ao conflito com outras nações

  1. Ameaça contra algum representante da nação para coagi-lo;

Ato: disse que teria que "sair na porrada" com senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), membro da CPI da Covid

  1. Tentar dissolver ou impedir o funcionamento do Congresso;

Ato: declarações do presidente e participação em manifestações antidemocráticas

  1. Opor-se ao livre exercício do Poder Judiciário;

Ato: interferência na PF

  1. Ameaça para constranger juiz;

Ato: ataques ao Supremo

  1. Crime contra o livre exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

Ato: omissões e erros no combate à pandemia

  1. Usar autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder;

Ato: trocas nas Forças Armadas e interferência na PF

  1. Subverter ou tentar subverter a ordem política e social;

Ato: ameaça a instituições

  1. Violar direitos sociais assegurados na Constituição;

Ato: omissões e erros no combate à pandemia

  1. Expedir ordens de forma contrária à Constituição;

Ato: trocas nas Forças Armadas

  1. Incitar militares a desobedecer a lei ou infração à disciplina;

Ato: ir à manifestação a favor da intervenção militar

  1. Crime contra a segurança interna do país;

Ato: omissões e erros no combate à pandemia

  1. Blindar subordinados em caso de delitos;

Ato: não pediu investigação de suposta irregularidade na Covaxin

  1. Crime contra o cumprimento das decisões judiciárias;

Ato: não criar um plano de proteção a indígenas na pandemia

  1. Permitir a infração de lei federal de ordem pública;

Ato: promover revolta contra o isolamento social na pandemia

  1. Proceder de modo incompatível com o decoro do cargo;

Ato: mentiras para obter vantagem política

  1. Negligenciar a conservação do patrimônio nacional;

Ato: gestão financeira na pandemia e atrasos no atendimento das demandas dos estados e municípios na crise de saúde

  1. Crime contra a probidade na administração;

Ato: gestão da pandemia e ataques ao processo eleitoral

No documento, dizem:

"Na ocasião, os presentes compreenderam, de maneira uníssona, que a elaboração de uma única peça, que viesse a sintetizar as suas manifestações específicas, poderia ter o efeito de provocar a resposta há muito aguardada da presidência da Câmara dos Deputados, com a instauração, afinal, do competente processo de impeachment", diz o texto.

Para que um processo de impeachment seja aberto e passe a tramitar na Câmara, o presidente da Câmara, Arthur Lira do PP, hoje aliado do governo, precisa aceitá-lo e durou poucas horas o sonho da imprensa, bloco de partidos de oposição  e isentões liberais de emplacar um impeachment contra o presidente Bolsonaro.

Isso porque, o presidente da câmara dos deputados, Arthur Lira, jogou água fria e afirmou que não irá acatar o pedido feito por Frota, PSOL, PT, PDT, Rede, Kim Kataguiri, Joice Hasselamnn, entre outros opositores do governo federal.

“Sem novidade nenhuma [o pedido]”, disse curto e gosto Arthur Lira.

Placar informal em publicações nas redes mostra 111 votos a favor do impeachment de Bolsonaro e 79 contra, 323 deputados não se manifestaram.

Da Redação/ Editoria Ralph Lichotti Imagens: Redes Sociais

Leia também: STF autoriza Lula a processar quem chamar ele de ladrão

SuperVia vai aumentar R$ 0,90 da tarifa, há 7 anos atrás o Brasil parava por R$ 0,20

Fiscalização ou indústria da multa? Com a palavra Eduardo Paes ...

6300 militares da ativa e da reserva em cargos civis no governo

Aguarde..