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Inflação na casa dos 10% desorganiza a economia e massacra classe média e pobres

Diante do aumento nas contas de luz, da desvalorização do real diante do dólar e da instabilidade política, o brasileiro terá um início de 2022 difícil

Por Tribuna em 08/12/2021
Inflação na casa dos 10% desorganiza a economia e massacra classe média e pobres

A foto que ilustra matéria a representa o "êxito" do objetivo do projeto do atual governo. Consumo de qualidade só para rico. Nem para classe média e muito menos para os pobres esse acesso é permitido durante os "anos patrióticos".

O estouro da meta da inflação por dois anos consecutivos, com as projeções de inflação de 10,18% neste ano e de 5,02% em 2022, pelo BC, deve atingir fortemente as famílias de baixa renda. Com o aumento dos preços, a camada da população com salários inferiores tem menos condições financeiras para adquirir os itens básicos para a sua sobrevivência.

Diante do aumento nas contas de luz, da desvalorização do real diante do dólar e da instabilidade política, o brasileiro terá um início de ano de 2022 repleto de dificuldades para pagar suas despesas básicas.

A conta de luz ainda deve continuar subindo no ano que vem. Estimativas de uma empresa de tecnologia especializada em tarifas de energia apontam que as tarifas devem ter um reajuste médio de 19% no país em 2022.

No acumulado de 12 meses, até outubro, a faixa com renda familiar menor, de um a três salários mínimos, registrou inflação de 10,63%, indica estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

A inflação também preocupa investidores, que apontam que um ciclo mais duro de alta de juros poderá levar a economia a uma recessão ainda maior. Contudo, não há como trazer a inflação para baixo sem desacelerar a economia ainda mais. Para a decisão do Copom hoje (8), a esmagadora maioria dos analistas espera alta de 1,5 ponto porcentual da taxa Selic, para 9,25%.

Apesar do resultado negativo do PIB, a inflação também atingiu em cheio os chamados "outros serviços", como bares, restaurantes e hotéis, que tiveram alta de 4,4% no terceiro trimestre em comparação com os três meses anteriores. 

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