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Império Serrano vence a Série Ouro e volta ao Grupo Especial em 2023

Por Tribuna em 26/04/2022
Império Serrano vence a Série Ouro e volta ao Grupo Especial em 2023

O Império Serrano está de volta à elite do samba. A Verde e Branca de Madureira é a campeã da Série Ouro e desfilará, em 2023, no Grupo Especial. O enredo sobre o capoeirista Besouro Mangangá liderou a apuração de ponta a ponta.

Esta é a segunda vitória seguida de Leandro Vieira na Série Ouro. Em 2020, o carnavalesco subiu com a Imperatriz Leopoldinense.

Na outra ponta da tabela, Acadêmicos de Santa Cruz e Acadêmicos do Cubango ficaram nas duas últimas posições e foram rebaixadas para a Série Prata. Em 2023, sairão na Estrada Intendente Magalhães, no Campinho.

A Serrinha tem duas rainhas: Darlin Ferrattry, soberana da bateria e mãe de Lexa; e Quitéria Chagas, monarca de toda a escola.

Ambas estiveram na Praça da Apoteose para acompanhar a apuração.

“A emoção é enorme! Não é só voltar, não são só as notas. É a história e a ancestralidade do Império. O Império é a história do samba”, disse Quitéria. Ela lembrou que são 20 anos saindo na Verde e Branca. “Tudo o que eu sou, eu devo ao Império.”

“É uma emoção única na vida. Faltam palavras. Nos últimos dois anos, a gente se dedicou, todo mundo sofreu junto para a gente fazer um carnaval bonito! A Serrinha inteira desceu! Estou feliz demais!”, disse Darlin.

Como foi o desfile
Última escola a sair na divisão de acesso, já na madrugada de sexta-feira (22), o Império contou a história do baiano Manoel Henrique Pereira, o Besouro Mangangá, um capoeirista e líder do povo negro no período pós-abolicionista, no início do século 20.

O lutador foi representado na comissão de frente, com direito a luta, coreografia com uma armadura viva — símbolo de seu “corpo fechado” pelos orixás — e transformação em um besouro. Preso em um drone, o inseto teve problemas para levantar voo no começo, mas depois conseguiu sair do chão.

O Império levou à Sapucaí 18 alas, três carros, um tripé e 2 mil componentes em um desfile colorido para representar a lenda de Mangangá.

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