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Gilmar Mendes e Dias Toffoli difamam o STF e o TSE

POR HELIO FERNANDES (IN MEMORIAM)

Por Tribuna em 07/06/2022
Gilmar Mendes e Dias Toffoli difamam  o STF e o TSE

Não consigo entender a razão de terem disputado e conseguido, um lugar no Supremo Tribunal Federal (STF). E como conseqüência, passarem algum tempo no Tribunal  Superior Eleitoral(TSE).Nos  Estados Unidos onde nas universidades e até antes,é obrigatório o "teste vocacional",para definição  dos rumos na vida, nem Gilmar ou Tofolli estariam onde estão. Pois "magistrado", seria uma opção que nenhum teste indicaria para eles.

Mas como entraram e pertencem aos dois tribunais mais altos do país, um deles no âmbito eleitoral, não pode ser esquecido. E suas participações no STF ou no TSE, examinadas, principalmente pelo fato de atingirem a credibilidade e a moralidade, prejudicando devastadoramente a comunidade.

Pela vaidade, exibicionismo e falta de convicção, são inseparáveis. Mas temos que ressaltar e ressalvar: Toffoli é totalmente subserviente a Gilmar, não faz nada sem o aval do parceiro. Mostraremos o mais resumidamente possível, as decisões que ameaçaram e ameaçam as instituições. Ficaremos apenas nas ultimas, não quero traçar a biografia negativa dos dois.

 TOFFOLI, O INSENSATO

No dia 3 de novembro o plenário do Supremo se reuniu. Na pauta, julgamento da questão fundamental: um político REU, pode ficar na lista da hierarquia presidencial? Era tão obvio, que votaram 5 Ministros, estava 5 a 0 CONTRA a possibilidade. Chegou à vez de Toffoli, pediu "vista" de papel, embora hoje, em todo o judiciário, só existe o eletrônico.

Concedida a "vista", que é automática, o decano, Celso de Mello, em manifestação de revolta, antecipou seu voto, ficou 6 a 0, portanto placar decidido. Comentei então: deveria ser proibido pedir vista, com o julgamento sem poder ser alterado. 

Duas semanas depois, Toffoli deu entrevista á televisão, vergonhosa e mentirosa, vou transcrever um trecho execrável. Enojado, gravei o que ele falou, mostrarei textualmente, um pedaço entre aspas.

"Tenho a maior admiração pelo Ministro Marco Aurélio. Mas ele exorbitou. A questão não era urgente, nem podia ser definida por liminar monocrática". Era a defesa aberta e repetida, do amigo Renan. “Outro pedaço, esse inacreditável, quando ele resume seu voto no dia 3 de novembro, deplorável 

"Eu não podia comparecer nesse dia, meu estado de saúde era bastante grave. O medico não queria que eu comparecesse. Mas como só iriam comparecer 7 Ministros, e assim não poderia haver julgamento, pediram para comparecer". (Não disse quem pediu).

Continuou: "Em estado grave, resolvi comparecer, queria que o julgamento não fosse impedido ou interrompido. Por isso pedi vista, sai correndo para o hospital".

Inacreditável, mas rigorosamente verdadeiro: compareceu para HAVER julgamento vista, que INTERROMPE o julgamento. Na votação em que o acórdão foi substituído pelo ACORDÃO (titulo da matéria que escrevi imediatamente), 6 a 3 a favor de Renan, um dos 6, lógico, era Toffoli.

Gilmar estava no exterior, o que não impediu que teleguiasse Toffoli. Este disse, "entregarei hoje o meu voto de vista", Gilmar vetou: "Não faça isso de maneira alguma, deixe para depois". Toffoli "deixou", entregou ontem. Motivo: é o inicio do recesso, só haverá continuação do julgamento que está 6 a 0, depois de fevereiro, reinicio dos trabalhos.

Gilmar Mendes, falastrão incoerente

Também não tem formação ou convicção de magistrado, gosta mesmo de se exibir, se possível fora dos tribunais. Tem no passado, imitando Toffoli um pedido de vista, com o julgamento em 6 a 1 contra a sua tese. 

Interrompeu o julgamento, ficou 14 meses sem devolver o processo, apesar de todas as pressões. Agora, agem em duas frentes, o STF e o TSE. Neste alto tribunal eleitoral, tem concentrado sua atuação no sentido de proteger o presidente indireto, em situação praticamente indefensável.

Ante ontem, revelei com exclusividade: "Gilmar trabalha intensamente para que o julgamento não aconteça antes do segundo semestre. Para que Temer possa nomear 2 ministros, cujos mandatos terminam em abril e maio. Pois ontem, o próprio Gilmar confirma publicamente, o que escrevi na véspera. Textual de Gilmar, embora eu não tenha gravado.

"A entrega ao Supremo, da delação da Odebrecht, atrasará ainda mais o julgamento do TSE. Temos que examinar, se alguma delação atinge os que estão sendo acusados e podem ser julgados pelo TSE. Isso complica tudo, e joga a decisão para mais longe".

Contradição e extravagância, o habitual em Gilmar. Como Temer é personagem publico, da delação já publicada, nada pode prejudicá-lo. Se ele for julgado em fevereiro ou março, previsão do relator Hermann Benjamin, e condenado, o que aparecer na delação, sobre e contra ele, nenhuma importância. Ninguém pode ser condenado duas vezes pelo mesmo crime.

Tive que me alongar, o Supremo é o ponto principal dos que pretendem dinamitar as instituições. Faltou a liminar admirável do Ministro Fux, combatida por Gilmar e Toffoli. Como só será julgada em plenário, depois de fevereiro, teremos mais tempo. E já examinei a importante liminar, que será RATIFICADA.

Imagem incorporada HELIO FERNANDES (in memoriam)

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