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Gigoias invadem a praia da Barra da Tijuca. Uma verba para solucionar o problema existiu, mas sumiu na burocracia!

Por Tribuna em 20/04/2022

A poluição tem aumentado a cada ano na Ilha da Gigoia, zona oeste do Rio. As gigogas presentes na lagoa são uma vegetação flutuante, e se tornou uma séria ameaça a saúde, um dos sinais são as nuvens de mosquitos na região.

Num diagnostico do biólogo Marcello Melo, - a poluição da água faz com que aumente a quantidade de gigogas na lagoa, já que elas se alimentam do esgoto. Recente, os moradores protestaram junto a administração regional, denunciando que mais de cem casos de doenças transmitidas por mosquitos foram registrados na Ilha da Gigoia.

Nos Jogos Olímpicos em 2016 uma promessa de Paes não se cumpriu 

Com a realização dos Jogos Olímpicos em 2016 existia uma esperança para o Complexo Lagunar da Barra da Tijuca. A macro dragagem das Lagoas já era prometida desde 2007, obras e medidas para o seu saneamento foi incluída nos encargos dos jogos Olímpicos. A data para início dos trabalhos, segundo a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro – do prefeito Eduardo Paes, seria fevereiro de 2013.

Nas lagoas da Barra foram despejados milhões de toneladas de esgoto in natura, proveniente de "ricos e pobres" residentes na Barra da Tijuca, Jacarepaguá e adjacências. A Prefeitura, que deveria concluir a construção de 5 unidades de tratamento de rios (UTR) com a intenção de proteger o complexo lacunar, só concluiu a construção de uma: a UTR do Arroio Fundo (visível da Avenida Ayrton Senna).

Outras quatro semelhantes deverão ser construídas no Arroio Pavuna, no Pavuninha, no Canal do Anil e no Canal do Rio das Pedras, todos rios que desembocam nas lagoas da Tijuca e de Jacarepaguá.

Estas estações são tidas como capitais para a saúde do complexo lacunar, uma vez que estes rios drenam inúmeras favelas e carreiam milhares de toneladas de lixo, além de esgoto. Enquanto as UTRs não forem construídas dentro do padrão aceitável, o problema é que nos próximos anos o fenômeno se repetirá, e assim estima-se serão desperdiçados mais de 500 milhões de reais.

Política, promessa e nada...

A situação fundiária das Ilhas merece uma solução. O correto seria a remoção de todos ocupantes ilegais. Aqueles cuja ocupação antecede 198, deveriam ser convidados a assinar um Termo de ajustamento de Conduta (TAC), respeitando-se as margens de proteção da lagoa. Os manguezais merecem ser recuperados e o saneamento básico das Ilhas se faz obviamente necessário.

Porem falta coragem para os políticos que prefere fazer vista grossa de olho nos votos das comunidades, sem se preocupar, inclusive com a saúde dos moradores, que também sofrem o reflexo do descaso.

Da redação/Imagem: internet

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