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Geração Covid-19 e desastre na Educação Brasileira na era Bolsonaro

Por Tribuna em 19/06/2021
Geração Covid-19 e desastre na Educação Brasileira na era Bolsonaro

Geração Covid-19 e desastre na Educação Brasileira na era Bolsonaro

Despois que Abraham Weintraub teve que sair correndo do Brasil, face aos diversos escândalos que causou, assumiu em julho de 2020 o extremamente evangélico, segundo Bolsonaro, Milton Ribeiro. O novo ministro da Educação, assumiu o compromisso de abertura ao diálogo e de observância dos valores constitucionais da laicidade do Estado e do ensino público, mas passado um ano de gestão, acompanhamos um Ministério politizado e desastroso para a Educação Brasileira.

Enquanto as Universidades Públicas estão caindo aos pedaços por falta de manutenção e investimento, o MEC perde sua energia toda explorando questões como alterações em editais de livros didáticos e o 'caça às bruxas' na pasta.

Bolsonaro quer liberdade e prega contra qualquer isolamento social, mas milhões de estudantes tentam ter acesso à educação em meio à pandemia, e parece que a agenda libertaria de Bolsonaro não se aplica a educação, com todas universidades federais, antes pujantes celeiros de pensadores, agora praticamente vazias.

Enquanto o ministro de Estado da Educação faz oração com a diretoria do Inep, secretários estaduais e municipais, dados da Unicef mostram que o Brasil é o quinto pais onde as escolas estão fechadas há mais dias numa lista de 200 países. Mais de 5 milhões de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos não tem acesso à educação o que encerra a expectativa de crescimento no campo da ciência e tecnologia no futuro no nosso país.

A Paralisia do governo deixa sem poder frequentar a escola os adolescentes e com um ensino remoto inadequado, menos de 25% dos alunos estavam dedicando três horas ou mais por dia às atividades escolares. 15% dos adolescentes abandonaram a escola.

Mesmo com as escolas fechadas, o MEC reduziu verbas do Programa Educação Conectada, voltado à universalização do acesso à internet de alta velocidade. Apenas R$ 100,3 milhões foram gastos em 2020, menos da metade do valor de 2019.

Vitor de Angelo, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), afirma “A pandemia nos impôs um sentido de urgência, mas não se vê isso nos gestos do ministro. A execução de ações importantes é baixíssima ou nula, há dificuldade em incorporar sugestões, não se costuma apresentar alternativas e, quando isso acontece, não se materializam a tempo. Imagine o resultado disso para educação”.

Da Redação/Ralph Lichotti/Imagens: Facebook

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