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EXCLUSIVO: Jornalistas foram mortos por bandidos do narcotráfico na violenta Região do Vale do Javari na Amazônia

(crédito: EVARISTO SA / AFP)

Por Tribuna em 20/06/2022

Após intensas buscas, finalmente na sexta-feira (18/6) quando praticamente foram finalizadas, com a descoberta dos restos mortais, do jornalista britânico Dom Phillips, e do indigenista brasileiro Bruno Pereira, foi comunicado pelas autoridades que os dois foram mortos a tiros "com munição típica de caça" na Amazônia brasileira, onde um terceiro envolvido já se entregou a polícia. 

O episódio ganhou densidade na imprensa, e as redes sociais, onde não faltaram versões conflitantes e diversas. A editoria da “Tribuna da Imprensa Digital” recebeu do seu correspondente na Europa o (vídeo acima), onde é possível identificar com clareza, os lances que terminou na tragédia que abalou a comunidade e a imprensa mundial.

O Vale do Javari é conhecido pela alta periculosidade

As informações dissipam em parte as dúvidas sobre a chocante morte de Phillips, de 57 anos, e de Pereira, de 41, que foram vistos pela última vez em 5 de junho, quando se dirigiam de barco para a cidade de Atalaia do Norte, oeste do estado do Amazonas, como parte de uma pesquisa para um livro sobre a preservação ambiental da floresta.

Os restos dos dois foram encontrados em uma área apontada pelo primeiro dos três suspeitos detidos até o momento, o pescador Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como 'Pelado', que confessou na terça-feira (14/6) ter enterrado os corpos mata adentro, perto desta cidade. O município fica no Vale do Javari, que abriga a segunda maior terra indígena do país, perto da fronteira com o Peru, e conhecida por sua periculosidade. Ali atuam narcotraficantes, pescadores e garimpeiros ilegais.

Em declarações à imprensa, o delegado da Polícia Civil Alex Perez Timóteo afirmou que "não temos duvidas da participação dos três no duplo homicídio" e considerou "bem provável" que haja novas prisões nos próximos dias. 

"Com a prisão do Jefferson a gente vai tentar entender se houve algum acordo prévio ou se eles já estavam planejando essa situação", acrescentou o delegado, que disse que o terceiro detido não é familiar dos outros dois, que são irmãos.

Da Editoria/AFP/Folha de Pernambuco/Vídeo: Redação

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