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EUA precisam lidar com banimento de armas, diz Joe Biden após ataque; já no Brasil...

Por Tribuna em 24/05/2022
EUA precisam lidar com banimento de armas, diz Joe Biden após ataque; já no Brasil...

Depois de abolirem a política de “Guerra às Drogas” e promoverem a legalização em diversos estados com aumento de arrecadação de impostos recorde, os Estados Unidos da América, ícone da proliferação de armas para cidadãos comuns parece estar a caminho de outra medida civilizatória para o seu país.

Após um ataque que matou ao menos 18 crianças nos Estados Unidos nesta terça-feira (24), o presidente Joe Biden fez um discurso incisivo contra o setor de armas em seu país.

“Sabemos que há tragédias, mas precisamos lidar com o banimento dessas armas”, disse.

Enquanto o Brasil segue no caminho contrário, que é o de “oferecimento a canibais de carne preta em ano eleitoral”, como disse o jornalista Reinaldo Azevedo em sua coluna no UOL, em referência à chacina do Complexo da Penha que matou até agora 23 pessoas, parte da população vibra e o mandatário é o maior incentivador para que cada cidadão possua uma arma, na matriz o presidente também criticou a indústria bélica, afirmando que “fabricantes de armas trabalham para lucrar inda mais e vem sendo assim nos últimos 20 anos. Nós precisamos nos erguer contra esse setor”.

Relembrando sua trajetória na política e seu posicionamento antiarmamentista, o presidente dos EUA declarou estar “exausto”. E complementou: “não me diga que não podemos ter um impacto nessa carnificina.” Biden criticou o lobby de armas no país, defendendo que “é hora de agir”.

Comparando a situação dos Estados Unidos com a de outros países, Biden contestou a frequência de ataques semelhantes ao de hoje em seu país.

“Esse tipo de massacre não acontece com a frequência que acontece nos Estados Unidos. Por que? Por que temos que viver com essa carnificina?”, questionou.

O democrata finalizou o pronunciamento pedindo orações pelas vítimas. “Que Deus abençoe as almas inocentes que hoje partiram, neste dia trágico. Que Deus aqueça o coração daqueles que sofrem no momento, porque eles precisarão de muita ajuda e muita de nossas orações”, declarou.

“Basta”, diz vice-presidente Kamala Harris

A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, também comentou o ataque, durante a 20ª Gala Anual de Prêmios do Instituto Asiático do Pacífico Americano para Estudos do Congresso em Washington, DC.

“O presidente e eu estamos monitorando a situação de perto. Embora não saibamos todos os detalhes, sabemos que há pais que perderam filhos, famílias que perderam filhos e muitos outros que ficaram feridos”, disse Harris.

“Nossos corações continuam sendo partidos. Toda vez que uma tragédia como essa acontece, nossos corações se partem e nossos corações partidos não são nada comparados aos corações partidos dessas famílias. E, no entanto, continua acontecendo”, afirmou.

“Basta. Como nação, temos que ter a coragem de agir e entender o nexo entre o que faz uma política pública razoável e sensata para garantir que nada como isso aconteça novamente”, continuou Harris. “Povo de Uvalde, por favor, saibam que esta é uma sala cheia de líderes que choram com vocês e estamos orando por vocês e estamos com vocês”.

Senador republicano pondera

Mais cedo, o senador republicano Thom Tills advertiu contra restringir direitos de armas após o ataque no Texas.

“É horrível. E você sabe o que precisamos evitar é a reação reflexiva que temos de dizer que tudo isso pode ser resolvido por não ter armas nas mãos de ninguém. Podemos sempre falar de medidas razoáveis, mas também temos de falar de uma melhor consciência situacional”, disse o republicano da Carolina do Norte.

O senador declarou ainda ter “quase certeza de que nos próximos dias ou semanas, vamos descobrir que houve sinais de que essa pessoa estava em risco, e precisamos ter uma atenção igual ou maior na prevenção e isso é parte fundamental ”. (Da redação com informações da CNNBrasil)

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