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Ética, sustentabilidade e a responsabilidade social empresarial na atualidade

Por Anna Maria Botelho Carrapito em 21/05/2021
Ética, sustentabilidade e a responsabilidade social empresarial na atualidade

Faz alguns anos que a visão somente do lucro empresarial é uma visão ultrapassada e derrotada. A empresa que busca o lucro acima de tudo, sem pensar na qualidade de seus produtos, serviços e em seus funcionários, não sobreviverá. O que ocorre é que, além de ser bem-sucedida e estar em dia com os seus impostos, a empresa vencedora da do século XXI deve ser proativa e estar em busca da responsabilidade discricionária. Discricionário é aquele ato pelo qual a Administração Pública de modo explícito ou implícito, pratica atos administrativos com liberdade de escolha de sua conveniência, oportunidade e conteúdo.

Além disto, problemas como a alta corrupção – principalmente no Brasil – e a obscuridade nas negociações levaram às empresas buscarem a visão da empresa “Desnuda” – ou seja, a que está livre de qualquer ato enganoso, porquanto esta visa a transparência, a liderança e a sustentabilidade.

A rapidez dos tempos modernos gera vários efeitos; como o “efeito speed”.  A humanidade mergulha-se em um dia a dia tão profundo de afazeres, em uma velocidade enorme; no qual deve-se ter o máximo do discernimento, e priorizar o mais necessário. Contudo, mesmo com todas as responsabilidades, o egoísmo não deve sobressair ao princípio de se pensar no outro, em ser propriamente ético.

De acordo com problemas em nosso meio ambiente (tais como: mudanças climáticas, poluição do ar, falta d´àgua, descarte indevido de lixo nas ruas, mares, lagos e lagoas), o consumidor passou a ser mais exigente. Ainda, movimentos como a ECO 92, Fórum Global, e diversas leis (as ISOSs) e patamares mostram o nascimento e a evidência do novo consumidor.

Uma empresa pode obter ótimos produtos e excelentes serviços, mas se ela não for proativa, não estará se encaixando no topo da pirâmide da responsabilidade discricionária. Esta responsabilidade socioempresarial refere-se de A a Z em todas as suas ações e comprometimento, estando no patamar de excelência em todos os seus passos. A empresa está sólida, próspera, e também possui seu entorno saudável, seu colaborador feliz, possui uma agenda de ações sociais e ambientais; e os seus produtos e serviços são bem avaliados por seus consumidores.

Vários novos conceitos foram nascendo, tais como o IBASE, idealizado por Herbert de Souza, o Betinho. Betinho acredita que de nada adianta uma empresa ser próspera, se ao redor dela, a realidade é triste porque as pessoas em volta não estão saudáveis. O que não está saudável contamina tudo ao seu redor.

Temos alguns exemplos de empresas brasileiras que se encaixam na visão da responsabilidade discricionária – são proativas; apesar de não serem muitas. Um outro setor de grande destaque dentro da área institucional de qualquer empresa é a sustentabilidade. Para esta gerou-se a teoria dos três “P”s: people (pessoas), profit (lucro) e planet (planeta). Essa teoria também é conhecida como “Triple Bottom Line” (TBL); e mostra que os três “P”s têm que estar em harmonia. Se os três não estiverem sustentáveis, o ciclo quebra.

O lucro é a consequência de um negócio bem-administrado. Mas ser bem-administrado não significa ser proativo. Muitas falências ocorrem da falta da visão e da sensibilidade da ética empresarial.

Novos tempos chegaram. Neste momento, compartilhar, não se deixar envolver pela rapidez, firmar a mão com o próximo, estar ativo em programas e ações sociais – esta, certamente, é a postura da empresa que está à frente. Esta deverá manter sua visão, em tempos de fartura e de escassez – aí está o exemplo da verdadeira ética.

Anna Maria Botelho Bastos Carrapito

Jornalista e Analista de Marketing ambiental.

 

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