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ENTREVISTA com SIDNEI FERREIRA - Em defesa da vida e da causa animal

Por Tribuna em 02/08/2022
ENTREVISTA com SIDNEI FERREIRA  - Em defesa da vida e da causa animal

No Brasil, uma mulher é morta a cada duas horas. Em 2018 foram registrados 51.589 assassinatos. Os números se multiplicam. A taxa de homicídios é aproximadamente 30 vezes maior do que a Europa.

No relatório do PISA, o país se mantém estagnado desde 2009 no quesito educação, e amarga as últimas colocações no ranking mundial que faz o levantamento junto a 70 países.

Na Mobilidade Urbana, vivemos o caos. As ruas e as rodovias não foram pensadas para a circulação de automóveis que temos hoje. Mais especificamente, o Brasil, “deu as costas” para outras opções de transporte, como, por exemplo, os trens.

A qualidade da saúde pública no Brasil deixa desejar. Em 2021, a nação investiu apenas 10,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em saúde - valor bem menor que a média mundial de 15,3%, considerando países membros da OCDE. Segundo o relatório “Aspectos Fiscais da Saúde no Brasil”, publicado pelo Banco Mundial, a maior parte dos gastos é bancada por organizações privadas, enquanto somente 45% do total de investimentos vêm do setor público.

O entrevistado de hoje é o pré-candidato a Deputado estadual Sidnei Ferreira

Sidnei Jataraiba Ferreira, já ocupou os cargos de Assessor especial da Presidência da RioTur;Coordenador de Carnaval de rua; Assessor do Deputado Carlos Alberto Osório; Diretor administrativo da Vila Olímpica do Vidigal; Administrador Regional da Favela da Rocinha e Secretário de Saúde do Município de Sapucaia.

Como Administrador da Maior favela da América latina, deixei muitos legados, como asfaltamento de algumas vielas, toda sinalização e plaqueamento do trânsito local, reativei o projeto guardiões do Rio, implantamos projetos esportivos dentro da comunidade.

Como coordenador de Carnaval de rua, participei ativamente do crescimento do mesmo, trazendo receita para cidade.

Recentemente fui secretário de Saúde do Município de Sapucaia, onde tomei iniciativa junto com minha equipe de levar atendimento a todos os pacientes acamados do Município. Encontramos no Município um projeto chamado Sapucaia Saudável, onde nós tínhamos, um evento voltado para a saúde, e prestávamos atendimentos cardiológico, odontológico, higienização bucal etc.

Tenho um projeto voltado para a causa animal (pois sou protetor e defensor da causa) onde distribuo ração, junto com o amigo Guga. Temos visitado e ajudado muitos protetores.

Tenho também uma visão focada no esporte, hoje com uma parceria com o Tijuca Tênis Clube, vejo o quanto é importante termos nossos jovens tendo vôlei como esporte educacional.

Luto por essas causas, saúde de qualidade para todos; causa animal; para que todos os jovens tenham acesso a esporte; educação; infraestrutura (p. ex., arruamento e saneamento básico) em todas as comunidades; acompanhamento domiciliar aos pacientes acamados etc.

Tribuna da Imprensa - A presença do Estado nas questões que afligem a população, onde as questões da saúde, segurança, educação, ambiental, mobilidade urbana e liberdade de expressão são temas fundamentais, para parlamentares, que na linha de frente do legislativo, precisam estar atentos e manter postura vigilante, cobrando das autoridades o cumprimento dos direitos. Como o candidato pretende atuar na defesa desses direitos?

Sidnei Ferreira - Sua pergunta remete a problemas estruturais, não são apenas questões relacionadas a conjuntura. Com isso quero primeiro reconhecer que sim, são questões fundamentais e urgentes que precisam receber tratamento do Estado. Ocorre que no que concerne às questões propostas, saúde, segurança etc., o que se tem observado e a adoção de políticas/programas de governo, e não políticas/programas de estado. Assim, um governo que assume tende a implementar o seu programa (muitas vezes desconectado da realidade que encontra… e mesmo desconsiderando-a), ou seja, modifica a política anterior pura e simplesmente para imprimir a sua “marca”.

Ora, faz-se necessário uma mudança de cultura, fazendo com que se busque implementar políticas de Estado, medidas estruturais, que permanecem. Dessa forma, segundo pensamos, se poderá estabelecer alicerces fortes, numa fundação (e aqui estou fazendo analogia com a sólida construção de um edifício) apta a não se abalar facilmente por acidentes conjunturais (p. ex., uma momentânea crise econômica).

Assim se poderá dar o devido tratamento, com soluções eficazes, aos problemas indicados na sua pergunta. E quanto a nós, legisladores, além da formulação dessas medidas, é de nossa responsabilidade o acompanhamento e fiscalização desse atuar estatal. E àqueles que podem agora estar se perguntando: Mas então basta mexer na estrutura (política de estado) que as coisas passam a funcionar, independentemente das medidas de governo?

Evidentemente que não! É preciso e necessário o programa governamental. A política de governo é o condutor desse grande veículo que é a nação. Mas veja, um automóvel sem motor (estrutura) não se move. Fica parado no lugar. A nossa função, como parlamentar, é fomentar essas políticas; indicar caminhos e soluções.

Tribuna da Imprensa - Uma das maiores preocupações da sociedade é quanto à lisura do seu representante, no cumprimento de um programa, preanunciado pelo postulante a cadeira legislativa. No seu caso qual é a sua prioridade?

Sidnei Ferreira - Olha, evidentemente o atuar deve ser variado, pois que múltiplos são os problemas suportados pelo nosso povo. Mas se devo pinçar algum para colocá-lo em destaque, sigo com saúde e educação (e aqui incluo a educação esportiva, porque a considero fundamental).

Mente e corpo devem estar em pleno equilíbrio, e isso é permitido ao indivíduo se ele está saudável e com capacidade crítica para discernir adequadamente dentro desse campo informacional em que ele vive. Sobretudo hodiernamente diante da quantidade absurda de informações que nos chegam, e que torna difícil discernir entre o que é verdadeiro e o que é falso. Veja-se o fenômeno das “fake news”… É preciso educar para libertar.

Tribuna da Imprensa - A mulher tem sido constantemente ameaçada a sua liberdade, vem sofrendo discriminação e vemos hoje, uma sequência de atos de violência, quase sempre, anunciado, sem que a autoridade judiciária tome providências, o que traz indignação e inquietação geral. Qual será a postura de seu mandato neste tema?

Sidnei Ferreira - Esse é o tema do momento, a questão que urgentemente precisa ser resolvida. Ao que parece, sobretudo tendo em vista o número de casos, que só aumenta, as medidas previstas nos dispositivos legais que tratam do tema (Lei Maria da Penha e as consequentes alterações no Código Penal) não estão sendo suficientes para constranger, limitar a ação desses agressores, que muitas vezes transpõem todos os limites e tiram a vida das mulheres. Eles não se sentem intimidados.

Ocorre que muitos desses criminosos agem mesmo estando submetidos à medidas restritivas (afastamento do lar, distanciamento da ex-companheira etc.). Então fica evidente que a legislação não está sendo suficiente, tampouco as restrições impostas a esses agressores. Não há eficácia social. Ora, o que a lei pretende é justamente agir no meio social visando a pacificação. Segundo penso, faz-se necessário a implementação de políticas públicas cuja ação deve seguir em paralelo com as ações judiciárias.

Embora a legislação que trata do tema seja de competência federal, na esfera estadual muito se pode fazer, p. ex., uma política que vise acolher essas mulheres afastando-as do agressor. Sim, isso demanda recursos, mas pode ser feito. Basta vontade política.

Tribuna da Imprensa - A cada grupo de dez eleitores, sete não declaram seu voto, ou não pretendem votar nas eleições de 2 de outubro. Isso se dá entre outros, em reflexo as constantes denúncias de corrupção de agentes públicos, que são os principais responsáveis pela lisura e proteção ao patrimônio. Como o candidato pretende atuar para coibir essa anomalia, chamada corrupção?

Sidnei Ferreira - Penso que há sim certo desencanto com a política e os seus mecanismos. Concordo também que parcela desse descontentamento, dessa decepção, é devida – e talvez em grade parte – à ação de certos políticos na relação com a coisa pública. Ora, se os recursos são escassos e ainda são desviados o cidadão sabe que vai faltar e, como no adágio, também sabe que a corda arrebenta do lado mais fraco, ou seja, vai faltar recursos para atender a população, vai faltar para ele, já que o político – em quem coincidentemente ele votou! – está advogando os próprios interesses (corrupção).

Entretanto gostaria também de destacar uma outra face desse fenômeno que se observa crescer nos últimos tempos, e com o que iniciamos respondendo já na primeira pergunta. É que o cidadão vê as mudanças de legislatura, mas não observa a solução dos seus problemas (seja na saúde, educação, transporte, saneamento básico etc.). O que ele (o eleitor) pensa? “Ora, eu participo para mudar, melhorar o que está ruim… e nada muda”! “Vou lá fazer o quê”? “Para quê’? É desilusão também.

O caminho para a mudança é transparência, rigor na punição aos crimes de corrupção cometidos e vinculação do mandato parlamentar ao cumprimento do interesse público; busca e realização da finalidade pública, como preveem a Constituição e as Leis.

Fotos de divulgação

Por Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Diretor do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

 

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