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Entrevista com Paulo Sérgio - Presidente da TUBARÃO DE MESQUITA

Por Tribuna em 04/05/2022
Entrevista com Paulo Sérgio - Presidente da TUBARÃO DE MESQUITA

 

Tribuna da Imprensa - Presidente Paulo Sérgio, sobre o Carnaval da Intendente Magalhães não se fala em outra coisa que não seja o TUBARÃO DE MESQUITA. O que aconteceu? Qual a fórmula para uma Escola que não existia ano passado, chegar no Grupo de Avaliação, incendiar a multidão e capturar o coração da Avenida, fazendo isso sem patronos, e ficando a um décimo do campeonato?

Presidente Paulo Sérgio - Comunidade. Essa é a principal razão do que aconteceu e do que vai acontecer. Não há nada sem paixão, e essa é a principal energia do Tubarão de Mesquita. Mas é a comunidade que tem a paixão e o poder. É ela que tem história, esperança, solidariedade, amor, procura e criatividade. Seu poder é infinito.

Tribuna da Imprensa - Porque o enredo de estreia foi o Mesquita Futebol Clube e sua importância pra comunidade?

Presidente Paulo Sérgio - A resposta está na sua pergunta. Foi pelo papel que o Mesquita tem na construção da identidade e do orgulho dos mesquitenses. Quando eu tive a Ideia da criar a Escola de Samba estava numa conversa dentro do Mesquita Futebol Clube com o Ângelo Benachio, que é o atual presidente do clube e meu primo, e o Dibinho, que é dono de um centro educacional na cidade, apaixonado por cultura, e que está nos ajudando a restaurar o clube. O Mesquita tem uma estrutura que muitas cidades grandes não têm, e está ligado à comunidade à história da cidade desde o seu nascimento.

Naquela conversa também nasceu a ideia do enredo, pois *o Mesquita nasceu das peladas dos operários das olarias nas tardes de sábado após o expediente.

As Olarias, dominaram a economia da cidade após o fim da escravidão e o declínio da citricultura, dando lugar ao loteamento urbano. Com o fim do ciclo do barro ficou o legado do Clube campeão em várias divisões erguendo a alma do povo de Mesquita até brilhar na primeira divisão.* Tínhamos que contar essa história.

Os olhos deles brilharam e o Angelo colocou imediatamente o clube a disposição da Escola que nasceria. Mas ainda não dava pra decidir. Saí dali pra conferir o poder da ideia. Fui conversar com a comunidade, com parceiros estratégicos, e com as escolas coirmãs da Baixada. Os olhos de todos brilharam. E da legendária Beija-flor, numa conversa franca com com o seu querido Presidente Almir Reis, veio a certeza de que estávamos no caminho certo. Daí, foi juntar todo mundo, olhar pro sonho, transformar o grupo em equipe e família, e invadir a Avenida.

Tribuna da Imprensa - E o Carnavalesco? Além da qualidade absurda da bateria, rainha, comissão de frente, baianas, cantores, carro alegórico, adereços com os mesquitenses ilustres ligados ao samba, portas-bandeiras, muita beleza e samba no pé, aquilo foi uma verdadeira loucura visual criativa que nos entregava o enredo com beleza e clareza. Nos fale do Sidinho, esse carnavalesco genial da Tubarão.

Presidente Paulo Sérgio - Ah... esse aí nem dá pra falar. *É um gênio*. Escolado nas terras de Realengo e Padre Miguel e nas veias latentes da Vila Vintém e de suas escolas, a Mocidade e a Unidos. Pra resumir, sem o Sidinho, sua experiência, sua paixão e sua criatividade, nada disso teria acontecido. Provavelmente o Tubarão ficaria por mais algum tempo nas águas da Fazenda da Cachoeira antes de partir rumo aos Sete Mares.

Tribuna da Imprensa - Sabemos que é muito difícil agradecer* quando a autoria é construção do sucesso é tão coletiva. *Mas você poderia nos destacar alguns agradecimentos?

Presidente Paulo Sérgio - Sim. É muito difícil destacar agradecimentos sem se cometer injustiças, mas eu preciso agradecer especialmente à comunidade que abraçou a Escola como sua e assumiu o carnaval, so nosso carnavalesco Sidinho, ao nosso Diretor de Logística Binha Matos, à nossa professora Graça, ao querido Almir Reis, Presidente da Beija-flor, ao querido Dibinho, nosso Presidente de Honra, e ao querido Angelo Benachio, nosso Presidente do Mesquita Futebol Clube.

Tribuna da Imprensa - Presidente Paulo Sérgio, uma pergunta final. Como vocês estão se sentindo com esse feito inspirador e com esse resultado surpreendente da apuração à um décimo da Flamanguaça? Qual a principal lição que pode nos deixar?

Presidente Paulo Sérgio - Nos sentimos CAMPEÕES porque ganhamos de nós mesmos. Foi superação sobre superação. Em tudo que o ser humano se propuser a fazer aparecerão problemas, dificuldades, barreiras que nos parecem intransponíveis. É nessa hora que muitos de nós desistimos.

Desistir dos sonhos é fácil, e não dói muito porque estamos perdendo o que não tínhamos. Mas o que estamos aprendendo é que não há vitória sem os erros, tropeços e fracassos temporários do caminho. Eles são uma maneira de aprender e se fortalecer para seguir adiante.

Nos sentimos campeões com todas as outras escolas que desfilaram na avenida porque imaginamos os desafios que tiveram que superar para que o grande vencedor no fim das contas fosse a cultura popular e o povo que lota a avenida para assistir, para desfilar e para trabalhar. É grande a nossa gratidão e maior ainda a nossa responsabilidade.

Visitem a nossa escola, sejam bem-vindos, e preparem-se para navegar nas barbatanas da felicidade e da igualdade.

Ralph Lichotti é advogado e jornalista, diretor do Tribuna da Imprensa

 

 

 

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