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Entrevista com o Coronel Salema - O Deputado Estadual dos 100 mil votos

Autor da Lei da blindagem nas viaturas da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Penal do Estado do Rio de Janeiro

Por Tribuna em 25/05/2022
Entrevista com o Coronel Salema - O Deputado Estadual dos 100 mil votos

O deputado estadual Coronel Salema foi eleito com 99.459 votos na primeira eleição da qual participou, é vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia, criador da Frente Parlamentar em Defesa da Paridade Ampla, Geral e Irrestrita para as Pensionistas dos Militares do Estado do Rio de Janeiro e membro da Comissão de Obras e da Comissão de Constituição e Justiça.

Nascido e criado no Morro do São Carlos, no Estácio, na região central do Rio de Janeiro, entrou na Academia de Polícia Militar em 1985. Pai de três filhos - Victor e as gêmeas Rafaella e Fernanda -, enquanto na ativa comandou o 7ºBPM (São Gonçalo), o 12ºBPM (Niterói), o 35ºBPM (Itaboraí) e o Comando de Policiamento Especializado (CPE) da corporação. Antes, integrou a Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça (TJ).

Tribuna da Imprensa - Entre as leis de sua autoria, quais são as que o senhor destaca?

Coronel Salema - Tenho atualmente 17 leis sancionadas. Entre elas, a que institui a obrigatoriedade de brigada de incêndio em imóveis como hospitais, prédios públicos e hipermercados; a que dispõe sobre a blindagem das viaturas; a de combate à pedofilia e cyberpedofilia; e a que proíbe a cobrança de taxa de esgoto em locais onde não há acesso ao serviço.

Tribuna da Imprensa - As viaturas não são blindadas no Rio de Janeiro, um Estado com alto índice de ataques a policiais?

Coronel Salema - Infelizmente ainda não. A minha lei, de número 9.103/20, dispõe sobre a blindagem das viaturas da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Penal do Estado do Rio de Janeiro. Apresentei o texto em março de 2020 e ele foi aprovado em outubro do mesmo ano - duas semanas após a morte do sargento Círio Damasceno Santos, 51 anos. Lotado no 14°BPM (Bangu), o policial foi atingido dentro da viatura durante ataque de criminosos na Avenida Brasil, na altura de Deodoro, na Zona Oeste do Rio. Se já houvesse a blindagem, esse teria sido um agente de Segurança Pública que teria tido sua vida preservada.

Tribuna da Imprensa -  Muitas vezes o policial não morre, mas acaba ficando afastado das ruas por conta de sequelas, sendo reformado por invalidez. Para esses agentes, o que pode ser feito?

Coronel Salema - A lei que determina o auxílio invalidez para profissionais da Segurança Pública, a de número 6764/18, está mal redigida e precisa ser modificada e ter maior abrangência. Atualmente, policiais civis, militares e penais e bombeiros aposentados ou reformados por incapacidade definitiva e considerados inválidos, em razão de paraplegia ou tetraplegia, ou por causa da amputação de membro por acidente de serviço, têm direito a um auxílio-invalidez de R$ 3 mil mensais. Mas há vários que perderam a visão ou parte da calota craniana, por exemplo, que são considerados inválidos para o serviço ativo mas não recebem o valor. Por isso eu propus uma alteração no texto da lei, para incluí-los.

Tribuna da Imprensa - Apesar de ser coronel de Polícia, o senhor não tem um trabalho voltado unicamente para os policiais. Que outras categorias profissionais podem se dizer representadas pelo senhor?

Coronel Salema - Eu costumo dizer que meu gabinete está de portas abertas para todos e é isso que literalmente acontece. Quem aparece no meu gabinete é atendido e tem sempre suas demandas analisadas. Tenho uma equipe jurídica que me ajuda a colocar no papel e transformar em projeto de lei as sugestões consideradas de interesse público. Destacaria inclusive a lei n° 9453/21, que cria o cadastro estadual de comércio e registro animal (CECRA) e dispõe sobre a reprodução, criação, doação, permuta, compra e venda de cães e gatos domésticos.

Tribuna da Imprensa -  Ao longo desse mês ocorreu o Maio Laranja, marcado pela conscientização sobre o combate e prevenção ao abuso sexual infantil, pedofilia, cyberpedofilia e exploração sexual infantil. O senhor tem uma lei voltada para esse tema?

Coronel Salema - Sim, é a lei n° 9.234/21, que determina a afixação de cartazes de conscientização sobre esses crimes. Ela também é conhecida como Lei Maura de Oliveira, que é uma ex-menina de rua que passou parte da infância e da adolescência sendo vítima de maus tratos e violência sexual e que eu conheci quando fui comandante do batalhão de São Gonçalo. Ela tem uma luta incansável e me inspirou na criação da lei. É fundamental sensibilizar a população acerca desse tema. Informação é prevenção e aprender é sinônimo de defesa. Temos que proteger nossas crianças desses crimes hediondos e o único caminho é unindo combate, prevenção e educação.

Fotos de divulgação

Por Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Diretor do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

 

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