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EMANCIPAÇÃO: População da Barra da Tijuca reclama do descaso do prefeito Eduardo Paes e quer emancipar a região

Jacaré morto que boiava no espelho d’água da Lagoa. Foto: Divulgação/SMAC

Por Tribuna em 20/07/2022
EMANCIPAÇÃO: População da Barra da Tijuca reclama do descaso do prefeito Eduardo Paes e quer emancipar a região

O saneamento é um dos fenômenos recorrente, as gigogas sempre proliferam nas proximidades da área conhecida da Muzema.

As plantas flutuam na superfície dos caudalosos canais e chegam à praia da Barra da Tijuca. A explicação de ambientalistas e defensores do meio ambiente na região é de que proliferam devido ao esgoto lançado nas Lagoas da Baixada de Jacarepaguá.

Mas esse não é o único problema na região, identificada geograficamente como AP4.

Em busca de uma solução que coloque um basta ao que eles qualificam de “descaso do prefeito Eduardo Paes”, foi lançado o movimento Barra Livre, que reúne moradores, entre outros, ambientalistas, biólogos, engenheiros, arquitetos e paisagistas, todos voltados para o objetivo comum de resgatar a região, revitalizando seu habitat, não apenas nas lagoas e canais, mas também no plano urbano.

Segundo o movimento, surgirão praças, e avenidas arborizadas, planejadas e revitalizadas nos padrões de alta definição ambiental, a exemplo do que ocorre nas cidades de Miami e Barcelona,usada como (referência e fonte de inspiração arquitetônica e urbana para o movimento), que prepara uma ofensiva na direção de sua emancipação. “Urbanistas e paisagistas já trabalham neste sentido” – informam.

O visual natural da Barra da Tijuca é sem dúvida um retrato do quanto à natureza privilegiou a região. O ambientalista e presidente da ONG Movimento Evolutivo Pacto de Resgate Ambiental Donato Velloso, aponta inúmeros problemas que se arrastam há anos por várias legislaturas. Segundo o dirigente, “um dos problemas mais graves é a degradação do solo, a falta de saneamento, o despejo de lixo na beira das lagoas e canais, contaminando a fauna e a flora, que impacta na qualidade do ar, e traz uma série de doenças respiratórias”.

Para Velloso, “é inexplicável a omissão do ente público diante de tamanha agressão ambiental”. E prossegue: “Sempre lutei para a união do poder público, empresas, instituições, condomínios, mídia e a comunidade, para promover o desenvolvimento local. Isso está no artigo 1º do nosso Estatuto”.

O projeto emancipacionista

O jornalista, escritor e ambientalista e presidente da Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI, Roberto Monteiro Pinho é um estudioso da matéria emancipacionista. Ele lembra que o tema é bastante conhecido na Barra da Tijuca que em 1988 tentou a separação do município do Rio de Janeiro, quando o sim apesar de vencer, não conseguir viabilizar o projeto, por falta do quorum mínimo previsto na época.

“Quando fui procurado com a proposta emancipacionista, e percebi que existe um sentimento de liberdade na população, a partir dai fui para a consulta pública, visitando comunidades e conversando com lideranças da região. Isso me deu a segurança necessária para prosseguir, e sob a presidência do ambientalista Donato Velloso, criamos a Comissão Especial de Emancipação e Assuntos Institucionais, onde estudamos os meios legais e a viabilidade do processo. São centenas de documentos, que subsidiam os trabalhos, divididos entre os titulares das áreas de tributação, jurídica, e ambiental, focados na elaboração de um estudo que será entregue divulgado para a população”.

“Em 1988 foi à base, hoje a história é outra”

No dia 03 de julho de 1988, dos 47.955 eleitores que estavam aptos a votar, porem 6.217 compareceram às zonas eleitorais. Desses eleitores, 5.785 votaram pelo “SIM”, enquanto 354 eram contrários a idéia. Também houve 78 votos em brancos e nulos. Entretanto, a vitória de “SIM” nas urnas frustrou a proposta. Para emancipar a Barra, seriam necessários 23.978 votos.

“Hoje a história é outra, temos uma hiper população a beira de 1,4 milhões, que envolve Barra da Tijuca e parte de Jacarepaguá. O diálogo, ouvindo a população, debatendo o tema e a internet é outra ferramenta que vai prevalecer no plebiscito, e estamos apostando na adesão maciça dos moradores que não suportam os problemas com Segurança, Saúde, Mobilidade Urbana e falta de saneamento” – è para sair do caos que precisamos libertar a Barra – assinalou Roberto Monteiro Pinho.

Para os emancipacionistas, o foco é chegar em 2023 com todo material e estrutura necessária para encaminhar para a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, o pedido oficial de emancipação.

Da Editoria/Núcleo ANIBRPress/Imagem: Internet

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