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Em prisão domiciliar, Roberto Jefferson lança candidatura à Presidência

Oficializado pelo PTB, Roberto Jefferson se junta à corrida presidencial, mas afirmou durante convenção que se mantém aliado de Jair Bolsonaro (PL)

Por Tribuna em 03/08/2022
Em prisão domiciliar, Roberto Jefferson lança candidatura à Presidência

Roberto Jefferson segurando duas armas, uma em cada mão, na frente de uma bandeira do Brasil.

Além de preso pelas ameaças à democracia, Roberto Jefferson também foi condenado pelo STF por envolvimento no escândalo do Mensalão(foto: Reprodução/Redes Sociais)

Em convenção realizada nesta segunda-feira (01/08), o PTB formalizou a candidatura à Presidência da República do ex-deputado federal Roberto Jefferson, que está em prisão domiciliar por ter publicado vídeos em que ameaçava a democracia brasileira. Durante o evento, o novo presidenciável aproveitou a oportunidade para elogiar o presidente e também candidato, Jair Bolsonaro (PL).

“Ofereço meu nome para disputar a eleição. Preso fui, preso estou. Sou fã das ideias de Bolsonaro. Ele defende os mesmos valores e bandeiras do nosso PTB”, disse Jefferson em uma gravação da convenção do partido. 

O ex-deputado federal ainda afirmou que não será adversário de Bolsonaro neste pleito e sim que sua candidatura, na verdade, é um reforço à direita política nas eleições presidenciais, já que há muitas opções da esquerda, que se apresentam como um “polvo de muitos tentáculos”, disse. 

Roberto Jefferson foi preso em agosto de 2021 em operação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no âmbito da investigação que apura suposta organização criminosa que atua nas redes sociais para atacar o Poder Judiciário e ameaçar a democracia.

Outras personalidades políticas que fizeram presença na convenção do PTB, apoiando a candidatura de Roberto Jefferson, foram o deputado federal Daniel Silveira, que foi lançado pelo partido como candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. Entretanto, Silveira, que recebeu graça constitucional do presidente Jair Bolsonaro, está inelegível. Ele foi condenado por praticar e estimular atos considerados antidemocráticos e por ataques a ministros do Supremo e a instituições.

O ex-senador Delcídio do Amaral, que foi preso acusado de atrapalhar as investigações da operação Lava-Jato e que acabou fazendo acordo de delação premiada, também esteve presente na convenção do PTB, discursou mostrando apoio à Jefferson e ainda ressaltou que o ex-deputado sempre esteve ao lado do presidente Bolsonaro: “Roberto Jefferson defendeu mais o presidente Bolsonaro do que os próprios ministros do presidente Bolsonaro”, afirmou.

Prisão domiciliar

Roberto Jefferson foi preso em agosto de 2021 em operação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no âmbito da investigação que apura suposta organização criminosa que atua nas redes sociais para atacar o Poder Judiciário e ameaçar a democracia.

Na decisão, Moraes afirmou que Roberto Jefferson divulgou vídeos e mensagens com o “nítido objetivo de tumultuar, dificultar, frustrar ou impedir o processo eleitoral, com ataques institucionais ao TSE e ao seu presidente”.

Antes de ser preso, o ex-deputado federal enviou a correligionários um áudio com ameaças a Moraes e afirmando que o STF se tornou uma “organização criminosa”.

Porém, em janeiro deste ano, o ministro determinou que Jefferson passasse a cumprir prisão domiciliar, já que a defesa do ex-deputado alegou questões de saúde que o impediriam de permanecer encarcerado.

Mensalão

Roberto Jefferson também esteve presente no escândalo do Mensalão e ainda foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a sete anos e 14 dias de prisão, além de multa de R$ 720,8 mil, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 

Em 2005, o ex-deputado denunciou o esquema do mensalão durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ao qual ele mesmo participou. Ele afirmou que, na época, tinha recebido do PT R$ 4 milhões em troca do apoio parlamentar do PTB ao governo Lula. Ainda completou ressaltando que o PT tinha lhe prometido cinco vezes mais dinheiro e que jamais havia cumprido.

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