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DEBATE: Lideranças denunciam a degradação ambiental na Barra da Tijuca

Por Tribuna em 10/06/2022
DEBATE: Lideranças denunciam a degradação ambiental na Barra da Tijuca

O Movimento Evolutivo PACTO DE RESGATE AMBIENTAL/LAGOA VIVA realizou no dia 8 de Junho no auditório do Casa Shopping, na Barra da Tijuca, o 20º Seminário focado no DIA MUNDIAL do MEIO AMBIENTE 2022. 

O centro dos debates pautou o “Poder viver e participar da RIO+30”, apresentado pelo seu presidente Donato Velloso que saudou os participantes, salientando ser “um privilegio convocar à comunidade para a ação, ‘ampliando perspectivas’, estimulando e propondo intervenções sustentáveis para o território(AP4)”.

A inter-relação dos temas voltados para o CUIDADO AMBIENTAL LOCAL abordando uma perspectiva estratégica de sempre buscar novos atores num mundo em constante transformação que fundamentados estão se inserindo nestes debates e propostas de práticas sustentáveis, foi o tema mais comentado pelos ambientalistas e palestrantes.

Para o jornalista e presidente da Associação Nacional e internacional de Imprensa – ANI Roberto Monteiro Pinho, “o momento é de mobilização da comunidade da região, para dar ênfase à emancipação da Região da Barra da Tijuca (AP4).

A proposta já foi proposto  em 1988, e hoje num novo cenário se tornou viável, A Barra ganhou densidade populacional e desenvolve múltiplas atividades, se tornando um pólo de empregos e, contribuintes para o erário público, é a maior arrecadação do município, e não conta como melhorias reivindicadas há anos, pontuada pelo saneamento, segurança e mobilidade urbana”.

Descaso público é o maior problema

A cor verde abacate da água do Canal da Joatinga, na Barra da Tijuca, com seu curso que deságua no Quebra-mar, no início da praia da Barra da Tijuca é mais um ponto que reflete o descaso público. Segundo o ambientalista e biólogo Mário Moscatelli, essa coloração da água se deve a presença de cianobactérias, que se multiplicam pela falta de tratamento do esgoto despejado nas lagoas da região.

Relatório do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, a coloração esverdeada da água do Canal da Joatinga é ocasionada pela proliferação de algas, que crescem em função do aporte de matéria orgânica nas lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, principalmente em função do lançamento de esgoto nesses ecossistemas lagunares.

Segundo o Inea (Instituto Estadual do Ambiente), a área da praia entre o Pepê até o Quebra-Mar está sempre imprópria para banho, não em razão da presença de algas, e sim pela quantidade de coliformes fecais. Estudos recentes apontam que grande quantidade destes poluentes provenientes da Lagoa de Marapendi que fica paralela, e sendo a fonte de contaminação das praias da Barra e do Recreio.

Da Editoria/Revista TAE/Imagem

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