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Cúpula da PGR pede a Aras que apure acusações de Bolsonaro

Por Tribuna em 13/07/2021
Cúpula da PGR pede a Aras que apure acusações de Bolsonaro

DA REDAÇÃO - O velho ditado popular ‘Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come’ espelha de forma cristalina a situação do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, depois que cinco Subprocuradores do Conselho Superior do MPF pediram, em representação, que Aras avalie se as falas de Bolsonaro não configuram abuso de poder de autoridade e atentam contra a normalidade das eleições 2022, segundo informações do G1. 

No documento, os subprocuradores afirmam que existem "traços evidenciadores de grave e concreta ameaça ao principal instrumento de concretização de uma democracia".

Como o presidente vem insistindo na tese de que o sistema eleitoral é fraudulento, inclusive com graves ameaças caluniosas também sem provas contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, os membros do Ministério Público são enfáticos na representação.

"Há ameaça à própria realização do processo eleitoral por parte de quem exerce um cargo público de elevada envergadura constitucional, urge a atuação investigatória do Ministério Público Eleitoral, nos termos do art. 127 da Constituição Federal, com vistas a identificar e prevenir condutas potencialmente nocivas às eleições e, pois, ao regular funcionamento do Estado Democrático de Direito”, diz o texto.

Assinam a representação os subprocuradores José Adonis, Mario Bonsaglia , Luiza Frischeisen, Nicolao Dino e Jose Elaeres Teixeira.

No último dia 8, Jair Bolsonaro ameaçou cancelar as eleições presidenciais de 2022. Em conversas com apoiadores na porta do Palácio do Alvorada, Bolsonaro voltou a fazer acusações sem provas sobre o processo eleitoral e a defender o voto impresso. “Eleições no ano que vem serão limpas. Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, afirmou.

Detalhe, em 25 anos de urnas eletrônicas nunca houve uma comprovação de fraude e, indo mais além, foi sob esse sistema que é considerado um dos mais eficazes do mundo, que o atual chefe do executivo se elegeu deputado federal de 1996 a 2019.

Caso seja aberta a apuração, Bolsonaro pode ser acionado no Tribunal Superior Eleitoral.

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