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CPI da Covid pressiona Wajngarten sobre Pfizer, vacinação e influência de Bolsonaro

Por Tribuna em 12/05/2021
CPI da Covid pressiona Wajngarten sobre Pfizer, vacinação e influência de Bolsonaro

Após o início da sessão na manhã desta quarta-feira (12/5), alguns integrantes da comissão já puderam avaliar que o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten tem mentido diante dos questionamentos levantados pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL). Diante disso o cenário da CPI aqueceu.

Ele questionou Wajngarten sobre suas declarações na revista Veja, publicada em 22 de abril de 2021. Segundo o relator, ele disse na revista: “O presidente da República não poderia ser responsabilizado por não ter conduzido o processo de compra das vacinas pois ele teria sido instruído com informações erradas”, relembrou.

Episódio nebuloso com a Pfizer

Em depoimento à CPI da Covid, o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten afirmou que uma carta enviada ao governo brasileiro pela Pfizer sobre vacinas contra a covid-19 em 12 de setembro do ano passado não foi respondida até 9 de novembro - um intervalo de aproximadamente dois meses.

Wajngarten diz ter retornado a correspondência com um e-mail para o presidente da farmacêutica em Nova York, logo após descobrir da existência da carta. Em seguida, o então gerente-geral da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, teria entrado em contato. Foi marcada uma reunião entre representantes da Pfizer e o ex-secretário de Comunicação, que ocorreu no Palácio do Planalto em 17 de novembro.

Segundo Wajngarten, na reunião sem a presença do presidente Jair Bolsonaro, o CEO da Pfizer o agradeceu por ter respondido à carta, mas nenhuma negociação sobre valor ou quantidade de doses foi discutida. O presidente apenas soube do encontro, disse o ex-secretário. "Não se discutiu isso (valor e quantidade) nesse momento, foi visita rápida em que ele agradece por ter respondido a carta e nada mais. Ele disse 'eu quero que o Brasil seja vitrine na América Latina da vacinação da Pfizer'", relatou Wajngarten.
Wajngaten se esquivou de perguntas coladas ao presidente

Segundo o depoente à CPI, havia uma "promessa" da Pfizer de que, se o Brasil se manifestasse no tempo adequado, a empresa envidaria os "maiores esforços" em aumentar a quantidade e reduzir prazos. "Foi exatamente isso que exigi deles nos dois outros encontros que tive com eles. Eu atuava de forma responsiva, não de forma proativa em procurar a Pfizer.

Questionado pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL) qual era a atribuição técnica da Secom em negociar a compra de uma vacina, Wajngarten rejeitou a ideia de que teria "negociado" com a farmacêutica, mas em seguida afirmou ter competência técnica para fazer tal "negociações" em razão de sua formação jurídica e histórico de negociação em contratos internacionais.
Após intervalo a CPI prossegue para colher depoimentos. O contraditório da oitiva está por conta dos senadores situacionistas.
Por Núcleo de Redação/Agência Senado/BBC BNews/Imagem: Senado

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