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CIRCO VOADOR: André Ceciliano entrega Medalha Tiradentes a Maria Juçá

Encenação teatral retira Tiradentes da forca na entrega da Honraria

Por Tribuna em 25/05/2022
CIRCO VOADOR: André Ceciliano entrega Medalha Tiradentes a Maria Juçá

Maria Juçá recebeu a maior honraria do estado do Rio de Janeiro, por meio do Presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), pela sua relevante contribuição para a cultura carioca e fluminense

A produtora cultural Maria Juçá, que está a frente do Circo Voador há mais de quatro décadas, recebeu a Medalha Tiradentes com a casa lotada.

O evento de entrega da Medalha Tiradentes à Maria Juçá contou com diversas intervenções artísticas, como apresentações de teatro, dança e acrobacia, além de muita música com os blocos Orquestra Voadora e Quizomba e o grupo Samba Que Elas Querem, entre outras atrações.

“À frente do Circo Voador há 40 anos, se agigantou ao superar adversidades na luta pelos direitos do Circo contra governos e governantes, até contra ex-parceiros.

Por conta de uma história de êxito constituída por vivências e experiências acumuladas em uma vida não apenas de vitórias, mas que as derrotas se somam à força de quem sabe cair para rapidamente se levantar, com a disposição necessária para enfrentar os novos desafios, Maria Juçá é reconhecidamente uma mulher que escreveu uma singular história para a cultura carioca.

Portanto; o momento é de estarmos lá para, juntos, agradecermos e parabenizarmos o deputado André Ceciliano pela proatividade política que faz questão de ter a favor da Cultura do Estado do Rio de Janeiro, exercendo uma liderança política que podemos apontar como a mais importante de nossa geração, não apenas por colocar a Cultura no eixo do projeto de desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, mas por defender, acima de tudo, a identidade cultural como soberania nacional.

E, claro, parabenizar e agradecer a Maria Juçá, pelos relevantes serviços prestados à Cultura carioca, à Cultura brasileira”, diz o autor da homenagem, o deputado André Ceciliano, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), na  justificativa da Medalha Tiradentes, uma das maiores honrarias concedidas pelo poder público do Rio de Janeiro a pessoas que contribuíram para a história fluminense com relevantes serviços relacionados às causas públicas do estado.

”Em um momento como este que estamos vivendo, em que a atividade artística é perseguida, desrespeitada e excluída do acesso aos processos de produção, ter meu trabalho de produtora cultural reconhecido como um relevante serviço prestado à causa pública é um incentivo a continuar na luta”, destacou a Juçá.

Estiveram presentes, membros e lideranças dos movimentos sociais. da OAB e da ANI, os Deputados Minc, Gustavo Schmidt e o proponente André Ceciliano, os Ex-Deputados André Lazaroni e Brizola Neto, Vereadora de Niterói Verônica Lima e a Vereadora do Rio Thainá de Paula, os Presidentes Estadual e Municipal do PT Joãozinho e Tiago Santana, entre outros artistas e personalidades.

A Medalha Tiradentes é uma honraria concedida pelo Governo e destinada a premiar pessoas que prestaram relevantes serviços à causa pública do Estado do Rio de Janeiro, foi instituída pela Resolução Nº 359 de 1989, e sua entrega é realizada apenas uma vez por ano, sempre no dia 21 de abril, dia de Tiradentes, sendo a mais alta condecoração concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

História do Circo Voador

 

Um dos locais mais visitados da Lapa, no centro do Rio de Janeiro, tem uma história não muito antiga. No entanto, bastante rica. O Circo Voador é um símbolo de que a arte sempre pode mais.

Circo Voador no Arpoador

O Circo foi inaugurado em 1982, na praia do Arpoador, em Ipanema. O palco teve como principal motivador o desejo de jovens artistas, que queriam um lugar para divulgar a arte.

Surpreendamental Parada Voadora

Alguns membros de grupos teatrais, entre eles Evandro Mesquita, Regina Casé e Luis Fernando Guimarães deram o pontapé inicial. Esses e outros artistas fizeram, em 1982, quando o Brasil ainda vivia uma ditadura militar, a Surpreendamental Parada Voadora, que com diversas manifestações artríticas, saiu da Praça Nossa Senhora da Paz, em Copacabana, e foi até o Arpoador. A manifestação atraiu um bom público.

Circo Voador

Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário da Cidade do Rio de Janeiro, a Sergio Castro apoia construções e iniciativas que visam o crescimento da Cidade Maravilhosa sem que as características mais simbólicas do Rio se percam.

Perfeito Fortuna

A ideia inicial era manter o Circo Voador funcionando por um mês. Durou três. E só não durou mais porque a fiscalização desarmou a lona. Entretanto, o show não acabou. A trupe, liderada pelo ator e promotor de eventos português Perfeito Fortuna saiu pela cidade (principalmente no Morro do Alemão) fazendo mutirões para reformar, construir e animar creches e associações de moradores.

Depois de muita luta dos artistas, em outubro de 1982, a Prefeitura destinou alguns de seus terrenos para que um fosse escolhido e o Circo Voador instalado. O eleito foi na Lapa, próximo aos Arcos.

Circo Voador antigo

Com uma sede fixa, o Circo passou a ser um palco que ajudou a catapultar muitos artistas, como Barão Vermelho, Legião Urbana, Blitz, Os Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Lobão, Débora Colker, Engenheiros do Hawaii, Intrépida Trupe, e muitos, muitos, muitos outros.

Não eram só as novidades que tinha voz e vez no palco do Circo. Muitos artistas mais experientes também se valeram do palco para impulsionar o sucesso. Luiz Gonzaga, Adoniran Barbosa e Cauby Peixoto foram alguns dos tantos que tocaram nos primórdios do Voador.

O que vinha bem teve um pouso forçado em 1996. Por uma ação do então prefeito da cidade do Rio de Janeiro, César Maia, o Circo Voador fechou as portas. Maia alegou irregularidades para trancar o já célebre palco carioca. A estrutura foi demolida.

Maria Juçá

Em 2002, sob o comando de Maria Juçá, um movimento passou a lutar pelo retorno do Circo Voador. A iniciativa deu certo e por determinação judicial, a prefeitura teve que reconstruir o Circo, que dois anos depois foi aos produtores e funcionários que lá estavam em 1996.

Nesses últimos 11 anos, o Circo voltou a ser um palco de grandes artistas. Por lá, nessa mais de uma década após o retomar das atividades, passaram por lá gente do naipe de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Luiz Melodia, Paulinho da Viola, Beady Eye (banda dos ex-integrantes do Oasis), Franz Ferdinand e muito mais.

Circo Voador Livro

Um local dedicado às artes, só poderia gerar mais arte. Recentemente, Maria Juçá escreveu o livro “Circo Voador – A Nave”. Um documentário sobre a casa de shows também foi rodado. “A farra do Circo”, dirigido por Roberto Berliner relembra memórias do local.

O Circo também dedica seu tempo e espaço para a realização de projetos sociais e cursos. Embaixo da histórica lona cabe um Rio de boas lembranças e grandes novidades.

Da Editoria/Fontes:Redes Sociais/Diário do Rio/Imagem: Internet

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