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Bilhetagem eletrônica no Rio: primeira colocada é desclassificada

Prefeitura acolhe recurso de concorrente e marca para sexta-feira a continuidade da licitação

Por Tribuna em 03/08/2022
Bilhetagem eletrônica no Rio: primeira colocada é desclassificada

Mudanças na disputa pelo contrato da prefeitura para a concessão da bilhetagem eletrônica dos ônibus. Nesta quarta-feira (3), a Secretaria municipal de Transportes divulgou decisão de desclassificar o consórcio Bilhete Digital, que havia se classificado em primeiro lugar no critério financeiro, ao oferecer R$ 110 milhões para gerenciar todo o sistema pelo prazo de 12 anos.

A empresa foi desclassificada porque a prefeitura acolheu um recurso da Sonda Mobility, terceira colocada no certame (R$ 81 milhões) que questionou pontos da proposta financeira da primeira colocada. Com isso, o grupo Tacom, com sede em Belo Horizonte, passa a liderar a disputa com uma oferta de R$ 108 milhões. A Secretaria municipal de Transportes marcou para esta sexta-feira a abertura dos envelopes com a chamada proposta técnica, que avalia como a empresa se propõe a implantar a nova tecnologia.

O consórcio Bilhete Digital é formado por duas empresas: a RFC Rastreamento de Frotas Ltda e a Auto Tijuca Participações. O GLOBO apurou que a primeira empresa é uma das fornecedoras de equipamentos de GPS que equipam parte da frota de ônibus do Rio. É com base nos dados desses GPS que a Secretaria municipal de Transportes monitora em tempo real a posição das linhas da cidade.

Autora do recurso, a Sonda Mobility também fornece GPS para parte da frota por intermédio de uma sócia, a M2M. Essa última por sua vez, na data da entrega das propostas tinha entre os sócios Alexandre Fleck dos Reis, ex-genro de Jacob Barata Filho, do Grupo Guanabara, que opera as principais empresas de ônibus da cidade. A Sonda também havia questionado a proposta da Tacom, mas o recurso não foi acolhido.

A prefeitura defende a concessão da bilhetagem alegando que a medida dará mais transparência ao transporte público na cidade por meio das linhas municipais de ônibus, vans e do VLT, permitindo melhor controle do faturamento no setor e no planejamento do sistema. Desde os anos 1980, quando o vale-transporte ainda era em papel, o sistema é administrado por grupos ligados aos próprios empresários de ônibus.

Hoje, em forma de cartões magnéticos, a gestão é da Rio Card, que não pôde participar da licitação, com base no acordo judicial em que a prefeitura concordou em distribuir subsídios para o transporte com o objetivo de retomar a operação de linhas que haviam desaparecido das ruas.

A ideia é que o novo sistema comece a ser implantado pelos BRTs a partir do fim do ano. A migração do novo sistema para a nova concessionária deve levar 18 meses.

Fonte: Diario do transporte e Globo

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