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Ato no Busto de Zumbi, Caminhada em Madureira, Celebração no Ponto Chic

Tarde de Autógrafos em Itaboraí, Festival Ori e lançamento do filme

Por Babalawô Ivanir dos Santos em 26/11/2021
Ato no Busto de Zumbi, Caminhada em Madureira, Celebração no Ponto Chic

O Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro em muitas cidades, a data é celebrada oficialmente no país desde 2011, pela Lei 12.519, que institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

O dia é uma homenagem à morte de Zumbi dos Palmares, símbolo de liberdade e luta da cultura negra. A data traz para reflexão a questão racial no Brasil.

Todo ano diversas atividades compõem essa representação. O Monumento a Zumbi dos Palmares, recebeu a tradicional celebração na Praça XI, reuniu lideranças negras, populares e políticos, e lembraram os 50 anos de idealização da data pela luta do povo negro.

Punhos levantados, ato inter-religioso, cânticos, danças, desfiles, rodas de capoeira e saudações se somaram a manifestações culturais. A programação contou ainda com tendas com quitutes e vestuário afros. Organizado pelo Conselho Estadual dos Direitos do Negro (CEDINE), a celebração não só aconteceu no feriado do dia 20, assim como ampliou e realizou atividades no domingo também. 

“Estamos celebrando a vida e a liberdade. A vida porque essa pandemia ceifou tantas vidas nossas, que, nós, que ainda estamos vivos, temos que celebrar a memória deles que já foram. E a liberdade temos que celebrar sempre, ainda mais num momento em que vemos tantas injustiças, tantos jovens sendo presos, por reconhecimentos absurdos por fotos”, disse Negrogun / CEDINE.

"Antes de dar seguimento às nossas reflexões quero pontuar e reavivar uma das que eu gosto sempre de repetir aos ouvidos esquecidos: "NOS RESISTIMOS E EXISTIMOS PARA ALÉM DO 20 DE NOVEMBRO!” e o 20 de Novembro, fruto dos lutas e mobilizações sociais negras da década de 80, representa uma das mais singulares possibilidade de reescrever suas experiências longe da dualidade e escravidão-marginalidade. Ou seja, vamos aos poucos legitimar nossa representatividade", ponderou Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos.

Celebrar Zumbi é um marco no que tange ao avanço da pauta racial no país. Neste ano, o ato contou com adesão de movimentos sociais como Frente Favela Brasil e Frente Nacional Antirracista. Para Cláudia Vitalino, da UNEGRO - "Estamos na luta contra o racismo, nesse momento político, de mudanças políticas, à luta do movimento negro se torna maior".

Em Madureira, na parte da tarde de sábado, a Marcha da Periferia, recebeu militantes do movimento negro, sindicatos e políticos, que caminharam na zona oeste. O ato teve concentração no Viaduto Negrão de Lima e seguiu até a Praça Paulo Portela.

Saindo de uma manifestação e caminhando para outra, rumo ao Terreiro de Crioulo, leia-se Ponto Chicque tem como mote "É do Povo é Pé no Chão", inclusive em 2022, comemora 10 anos de atividade, com a tradicional Roda de Samba Terreiro de Crioulo, em Padre Miguel. A programação contou com feijoada, capoeira e roda de jongo. Uma tentação, diversas rodas de samba, barracas, comidas típicas e muita diversão marcaram o feriado de Zumbi.

No início da noite, o Babalawô marcou presença na 2ª edição do Festival Ori. A live foi transmitida ao vivo, pelo Canal Cultne no YoutubeO Ori é um Festival Digital Transmídia como plataforma virtual de discussão e o fomento da memória cultural negra. A proposta é aproximar e integrar a audiência de todas as idades e classes sociais ao mundo digital, de inovação e cultura, a partir do uso de novas tecnologias de informação”, explica Filó Filho, coordenador executivo da Cultne.


Já no domingo, outro ato trazendo como tema o racismo e intolerância religiosa no Brasil. Contou com  
palestra e tarde de autógrafos do livro "História Social da Intolerância Religiosa no Brasil ", o evento foi ciceroneado pelo Movimento Negro Unificado de Itaboraí, em Niterói.

Para finalizar o fim de semana, o lançamento do curta de animação "O Senhor do Trem", na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. O filme traz o sambista Paulo da Portela, como protagonista, que conduz uma jovem pela história da cultura negra no Brasil contada através do samba representada pela Velha Guarda da Portela.


"Uma merecida homenagem, a Velha Guarda da Portela é o nosso patrimônio, mostra nossas bases, onde o respeito à ancestralidade e aos nossos mais velhos, e a resistência são extremamente relevantes para a nossa sociedade", pontuou Ivanir dos Santos

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