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AROUCA BARRA: Leilões para os dias 11 e 18 de agosto vão decretar o fim do tradicional clube português

Chega ao fim o legado do tradicional clube português da Barra da Tijuca

Por Tribuna em 03/07/2022
AROUCA BARRA: Leilões para os dias 11 e 18 de agosto vão decretar o fim do tradicional clube português

A sede social do tradicional Arouca Barra Clube está com os dias contados. De acordo com o Edital da 1ª Vara Civil do Fórum Regional da Barra da Tijuca, quando o leiloeiro bater o martelo no lance de R$ 20.814 milhões marcado para o dia 11 de agosto, e ou no segundo leilão em 18 de agosto o lance mínimo de R$ 14.907 milhões, uma história encerrará seu ciclo.

Fundado em 1971, após mudança do nome da Casa de Arouca, abnegados e saudosistas da velha Portugal, deram em 1972 o primeiro passo, comprando três lotes de terreno dentro do Condomínio Jardim da Barra da Tijuca, com área de 3.259,99 m², e dado inicio a edificação da imponente sede, de aproximadamente 1.400 m² por andar. (Processo: 0017680-55.2017.8.19.0209).

VEJA O EDITAL DO LEILÃO AQUI

Em 1973 ou 1974, históricos e nostálgicos eventos trouxe para a nova sede a nata da família portuguesa no Rio de Janeiro. Já com o nome de AROUCA BARRA CLUBE foi inaugurada a nova sede da antiga Casa de Arouca, com a denominação AROUCA BARRA CLUBE, o que perdura até os dias de hoje.

O legado histórico

Passaram pelo clube, nomes consagrados da música popular e grupos tradicionais do folclore português. Roberto Leal, Amália Rodrigues fadista, aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Podemos citar Antonio Zambujo cantor português que mais ganhou projeção no Brasil, entrando inclusive na trilha de novelas.

Para a colônia portuguesa pertencer a esta associação não passa exclusivamente pela origem regional e nacional do associado, mas pela disposição em “manter e divulgar as tradições arouquenses”, conforme seu Estatuto, assim como desenvolver uma série de relações políticas e econômicas com a sociedade luso brasileira (...).

Sendo arrematada a sede, caberá aos associados e sua diretoria traçar o destino de tudo que foi realizado, restando por sua vez o legado de uma instituição associativa que faz parte do patrimônio histórico da cidade do Rio de Janeiro.

Observado seus Estatuto, o CAPÍTULO XI DA DISSOLUÇÃO no Artigo 108 O Clube poderá ser dissolvido por deliberação de, no mínimo, dois terços dos associados patrimoniais, remidos e beneméritos, presentes em Assembléia Geral especialmente convocada, à qual compareçam, em única convocação, pelo menos dois terços deste Estatuto dos associados patrimoniais, remidos e beneméritos (...) Porem sem a sede, qual seria a solução?

Da Editoria/Portal Arouca Barra Clube/Imagem Arouca

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