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Aras defende “liberdade de expressão” de Roberto Jefferson, mas processa professor que o chamou de “poste”

Por Tribuna em 13/08/2021
Aras defende “liberdade de expressão” de Roberto Jefferson, mas processa professor que o chamou de “poste”

A seletividade definitivamente é um dos principais signos da nossa triste época.

Em comentário arguto em seu site, o jornalista Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo,  lembrou aos incautos a hipocrisia do vitimismo bolsonarista, ou mimimi, como eles gostam de estigmatizar quem defende direitos humanos para tornar claro o papel do procurador-geral da República, Augusto Aras, que divulgou nota para defender, segundo o jornalista, “o delinquente Roberto Jefferson”.

Diz o jornalista: “segundo Aras, a prisão ordenada por Alexandre de Moraes, do STF, é um erro porque representa “censura prévia à liberdade de expressão, o que é vedado pela Constituição Federal”.

E cita a nota do procurador.

“A PGR não contribuirá para ampliar o clima de polarização que, atualmente, atinge o país, independentemente de onde partam e de quem gere os fatos ou narrativas que alimentam os conflitos”, diz o comunicado.

E prossegue Kiko Nogueira.

“O presidente do PTB tem xingado e ameaçado ministros do Supremo reiteradamente. Num vídeo recente, afirmou que não haverá eleição em 2022 se o voto não for impresso. Pouco antes de ir em cana, chamou Alexandre de Moraes e “cachorro” e “bundão” e Barroso de “pederasta”. Está sempre armado nos vídeos. Aras é seletivo.”

E termina seu pequeno texto com uma argumentação que se torna gigante diante de tamanha hipocrisia que pairou no país que se escandaliza com um sujeito que ameaça dia sim e outro também o país e as instituições com armas em punho como nunca se viu, mas se escandaliza e pede a pena capital para quem discorda do governo vigente e chama o responsável pela morte de quase 600 mil pessoas de genocida.

Finaliza Kiko Nogueira. “Em maio, Aras abriu um processo contra o professor Conrado Hübner Mendes, que o chamou de “poste-geral da República” e “um servo do presidente” no Twitter. Mendes, que leciona Direito na USP, foi acusado dos crimes de calúnia, injúria e difamação.”

Esse é o país onde impera a "lógica da inversão dos fatos” para perpetuar o arbítrio.

Aguarde..