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A Sobrevivência da Arte meio ao caos midiático

Obra "O Grito", de Edward Munch (Foto: Wikimedia Commons)

Por Tribuna em 19/06/2022
A Sobrevivência da Arte meio ao caos midiático

"Há muitos anos me pergunto quem eu sou. Quanto mais me pergunto, menos sei quem sou. O que penso que sou não é o que sou". diz

Augusto Cury, e famoso o jargão diz "Eu sou o que eu sei". A arte tem como premissa informar, mas de uns 30 anos para cá, simplesmente desmoronou, a sabedoria perdeu valor, diante da constante necessidade diária de novos conteúdos, sem nenhum critério técnico o pronto passou a ser a regra e o perfeito cada dia se torna mais raro, as músicas por exemplo passaram a apelar comercialmente para o que existe de mais básico e primata, e agora no fundo não passam de estímulos aos instintos sexuais, uma verdadeira apelação corporal, onde se mistura e confunde o amor com o sexo.

A Arte desumanizou, e quem ganha? A arte popular, está sendo confundida com a arte midiática. Precisamos voltar a percepção da arte concreta, e amadurecer ao belo novamente, as pessoas hoje vivem com excesso se informação, acabam que estão entendendo as coisas, mas estão compreendendo, as narrativas são comerciais e entendemos apenas os sentidos dos discursos, defende o escritor Roberto Mallet

 Na verdade, as pessoas não compreende, a diferença da cultura forjada para a cultura popular, mas ao mesmo tempo não existe como forçar o brasileiro a se debruçar sobre os estudos e livros, pois na maioria das vezes não é a vocação dela, nada ser profundo. Como explicar que num país onde 50 milhões em 2018 de pessoas se matricularam em algumas das 180 mil escolas do Brasil, ainda temos cerca de 33 milhões de analfabetos funcionais.

No Brasil milhões de crianças e jovens entregam 15 anos da sua vida a um sistema de ensino e no final mal conseguem pensar sozinho, ler e escrever, e não se muda o sistema de alfabetização e ensino do país, lembramos do ditado "Por mais que a abelha explique à mosca que a flor é melhor que o lixo, a mosca não entenderá, porque cada um vive na sua verdade".

A classe intelectual do Brasil é extremamente pequena, a grande maioria só tem tempo de pensar em sobreviver e fazer sobreviver sua família, diante de milhares de vozes clamando por um minuto de fama e atenção, logo cada dia mais reduzida essa pequena classe não consegue ter voz, d e não da conta de traduzir para a população que não tem essa vocação, a diferença entre o que é arte e o que é comercial.

O medo de pensar apaga a ciência, todos donos da verdade são escravos de mentira. 

Foto: Internet

Por Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Diretor do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

 

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