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A EXPANSÃO DA UERJ

Por Ricardo Lodi é ex-reitor da UERJ

Por Tribuna em 27/04/2022
A EXPANSÃO DA UERJ

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) vem crescendo continuadamente nos últimos tempos. Apesar da pandemia de Covid-19, que produziu impactos sociais, econômicos, políticos e culturais de ordem global, a Uerj conseguiu superar todas as dificuldades impostas pela crise sanitária, retomando a sua política de expansão e interiorização, levando o projeto exitoso de educação pública, gratuita, laica, inclusiva, socialmente referenciada e de qualidade à diversas cidades fluminenses.

Esse movimento teve início com a inauguração do Hospital Universitário Reitor Hesio Cordeiro,  que chegou a ser administrado pela rede privada,  voltando a fazer parte do Sistema Único de Saúde (SUS), na Baixada Litorânea, em novembro de 2021. A unidade vai atender aos alunos do curso de Ciências Médicas, que vai funcionar no  novo campus Cabo Frio, oferecendo também graduações em Ciências Ambientais e Licenciatura em Geografia.

Outra ação importante foi a incorporação do Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo), em Campo Grande. Uma conquista histórica,  que vai aproveitar as expertises dos profissionais locais, permitindo o desenvolvimento de  projetos de ensino, pesquisa e extensão da Uerj na região. O campus Zona Oeste em breve estará funcionando numa nova sede, em imóvel a ser adquirido no mesmo bairro.

O coração do subúrbio do Rio também entrou no projeto de expansão da Uerj com o campus Vaz Lobo.  A unidade vai funcionar no prédio da antiga Faculdade Nuno Lisboa, oferecendo cursos de graduação escolhidos pela comunidade local, como Direito,  Administração e Enfermagem, após escuta social realizada pela Universidade pelas ruas dos bairros da Zona Norte, com mais de 10 mil pessoas de diversas faixas etárias. 

Do mesmo modo, demos o primeiro passo para a implantação do campus Maricá, que vai contar com graduação em Engenharia, além de várias atividades de ensino, pesquisa e extensão. Na sequência, implementamos a Universidade do Mar, na Baía de Guanabara, o Centro Cultural da Democracia, no Casarão do Catete e demos uma nova e adequada sede ao Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ),  no Rio Comprido.

Instalamos os Polos de Extensão e Cultura em Magé, Paty do Alferes, Barra Mansa, Valença, Resende, Madureira, Cabo Frio, Três Rios, Itaguaí e Niterói.

Em breve outros polos virão, levando pré-vestibular social, bem como projetos de esporte e cultura para a população fluminense mais carente.

Tudo isso só foi possível a partir da articulação com os agentes públicos do Estado, inversão de prioridades orçamentárias e da busca por recursos devidos  constitucionalmente, de acordo com o índice da educação, e que não vinham sendo repassados à Uerj.

Contudo, o quadro da educação no Brasil continua exigindo a mobilização de todos, de forma que as vitórias não sejam passageiras.  É preciso institucionalizar as conquistas da Uerj levando-as a todas as universidades e escolas do Brasil, para fazer da educação, da ciência e tecnologia e da saúde pública prioridades do governo do nosso país.

Ricardo Lodi é ex-reitor da UERJ

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