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A crise do Flamengo do ápice ao chão

Por Tribuna em 22/06/2022
A crise do Flamengo do ápice ao chão

A crise no Flamengo não é da comissão técnica, nem dos jogadores, muito menos da comissão técnica é uma crise conjuntural.

A crise por incrível que pareça começa no melhor ano do clube 2019. O futebol que encantou o país, com mais títulos do que derrotas elevou os padrões dos comentaristas e da torcida a “oto patamá”, mas o patamar dos absurdos.

O absurdo é tamanho, que pediram a saída de Rogério Ceni que foi campeão brasileiro, além de ser um dos treinadores mais preparados da América do Sul.

O Sebastianismo presenta na figura de Jorge Jesus, fez com que todos os treinadores “chegassem demitidos”.

A última do técnico lusitano foi vir ao Brasil tumultuar o ambiente do clube, ao vir ao desfile das campeãs, momento do Carnaval carioca, onde o requinte e a beleza, dão lugar a baianas sem saia e bateria atravessando o samba, mas admirar o carnaval não era o objetivo, mas sim conturbar ainda mais o ambiente de seu conterrâneo.

O respeito pela história de Jorge Jesus deve ser mantido, porém sem jamais comprometer a altivez do Flamengo e de sua história, aliás nenhum técnico ou jogador deve estar acima de nenhum clube, para completar quem abandonou o Flamengo foi Jesus, que estava de contrato renovado e quando foi procurado pela diretoria do clube, se pronunciou através de João de Deus, dizendo que iria permanecer no Benfica. Nação, não se esqueçam!!

O hoje técnico do Fenerbahçe teria um time três anos mais velho, campeão de tudo e adversários mais fortes, com toda certeza não repetiria aqueles seis meses maravilhosos, lembrando que no carioca de 2020, o rendimento do time já havia caído.

O primeiro passo para a solução foi dado, a chegada de Dorival Junior, um técnico muito bom e com temperamento conciliador, uma espécie de “bombeiro” do futebol, muito diferente de seu antecessor, que tinha aquela sinceridade típica dos portugueses.

Outro membro que vai ser preponderante nessa reconstrução é Marcos Braz. O dirigente hoje é o mais criticado, mas também é o mais experiente dos membros da diretoria e o mais vitorioso da história do clube.

O VP passou por tudo crises, títulos, fase rica e fase pobre do clube, talvez seja o único que não irá se desesperar na atual situação e mais importante, montou os dois maiores times do Flamengo nos últimos anos 2009 e 2019.

O time do Flamengo hoje é inofensivo, nem parece aquela equipe que assombrou o Brasil. A situação apesar de complicada, não é insolúvel. No banco chegou Dorival, no campo veio Everton Cebolinha e na administração tem Marcos Braz, que mostrou sua competência e venceu no time dos carrinhos de mão e no de voo fretado.

Nação, acreditem em quis estar aqui, em quem abraçou o clube e não em um suposto salvador da pátria, que preferiu a Turca ao invés da rubro-negra.

Por André Courel - Locutor e Jornalista Esportivo, Pós Graduando em Direito Público.

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